Verô - alguém aprendendo a escrever
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Sempre ouvi dizer que a dor, a tristeza, o sofrimento é opcional.
Confesso que durante muito tempo duvidei disso. Duvidei mesmo. Ás vezes, o buraco no peito era tão grande que a única coisa que se queria fazer era desistir, sentar no caminho e chorar. Acho que fiz isso durante muito tempo da minha vida. Muito. Diante de cada novo obstáculo parava, resmungava e chorava. Quase como se fosse um ritual.
Mas, resolvi ser feliz. Ser, estar, permanecer, continuar... Todos os verbos de ligação possíveis que atestem o meu estado.
Há algum tempo venho tomando decisões para a minha vida. Não quero isso, não quero aquilo. Aceito ou não isso, aquilo outro também. Determinando a minha história.
E de repente, me dei conta de que em relação à dor, as coisas também funcionam assim. E eu me perguntei: que adianta ficar chorando o passado? Qual o proveito que se tem em passar o dia inteiro reclamando do tempo, do excesso de trabalho, do chefe chato, de quem nos passou a perna e etc, etc, etc? O que eu ganho se deixar um velho amor eclipsar a possibilidade de um novo?
Acredito que muita gente mais esperta do que eu, já se perguntou isso algum dia, e claro; muito antes do que eu. Mas para mim o que importa é que me perguntei. E quero dar uma resposta diferente.
Acredito mesmo que seja preciso ter boa vontade para se abrir à janela. Dar o primeiro passo em direção a felicidade. Confesso que tenho buscado por essa ¿tal felicidade¿ intensamente. Percebo que para que ela chegue, eu preciso já estar feliz...
Decido hoje ser feliz. Aconteça o que acontecer quero continuar otimista, vendo o futuro com esperança, e o presente sem perder o sorriso.
postado por Verô às 4:24 PM
Estou estreando um novo blog. Não pretendo fechar esse aqui - pelo menos por enquanto - mas, lá no outro escrevo outras coisas, exercito outras idéias... quem quiser passar por lá... bjs.
Com Nome e Sobrenome
postado por Verô às 4:45 PM
Fiquei esses dias caladinha. Muito caladinha. Peço desculpas às pessoas que costumam passar por aqui para fazer visitinhas. Devo confessar que fiquei pensando no que tinha me acontecido e tentando por as idéias no papel. Mas, não consegui. Quem sabe mais a frente volte ao assunto.
Hoje, quero dividir mais uma história que tive o prazer de contar para minha sobrinha. Acho que estou ficando boa nisso! Pelo menos eu acho... Quem me pediu a história dessa vez, foi minha sobrinha mais velha. Como ela já é uma adolescente perguntei de qual história de contos de fadas gostava mais. E ela me respondeu: - Ah! Não sei... Não faço a mínima idéia.
Então partilho com vocês minha história.
Contos de Fadas Modernos (Parte 2)
Era uma vez, há muito tempo atrás, num reino muito distante onde vivia uma linda princesa. A princesa...
Qual era o nome dela, Tia Verô?
Não sei, não faço a mínima idéia.
(Minha sobrinha riu bastante)
Bem... A princesa que não sei, não faço a mínima idéia de como se chamava, era muito bonita, inteligente, cheia de talentos. O problema era que a princesa não fazia a mínima idéia do que fazer de sua vida. Ela não sabia mesmo.
Engraçado que todos os sábios do reino tentavam ajuda-la em suas decisões, mas como eles não viviam a vida dela, por mais que falassem, aconselhassem, pitaqueassem, nunca sabiam exatamente o que dizer.
Ela ficava frustrada. E eles também.
Davam muitas opções a ela. 'Faça música.' Dizia um. 'Já pensou em artes manuais?' Sugeria outro. 'E que tal navegar na internet para distrair um pouco?' Arrematava um terceiro. Mas, a princesa usava sua frase comum: 'Não sei... Não faço a mínima idéia.'
E... O tempo foi passando.
Até que um dia, teria uma festa maravilhosa no castelo. E o Rei, pai da princesa, convidou vários príncipes de outros reinos. Sua filha já estava em idade de se casar, e seria bom que ela escolhesse alguém. Durante a festa tudo transcorreu de forma tranqüila, animada como as festas devem ser. Lá pelas tantas, um príncipe muito charmoso pediu a indecisa princesa o prazer da contra-dança. E ela aceitou.
Enquanto dançavam, o príncipe disse para a princesa que gostaria de cortejá-la, para que pudessem se conhecer melhor e quem sabe até se casarem. Ele perguntou se ela permitia. E... O que ela respondeu?
Não sei, não faço a mínima idéia, me deu uma ajuda a minha sobrinha.
Exatamente, a princesa respondeu: - não sei se quero, não faço a mínima idéia.
Minha sobrinha riu mais outro tanto.
Moral da história: Se você não sabe o que quer, ninguém pode saber por você. A sua história, a sua felicidade é você quem faz. E o que você está fazendo por você?
postado por Verô às 12:01 PM