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Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Sempre ouvi dizer que a dor, a tristeza, o sofrimento é opcional.
Confesso que durante muito tempo duvidei disso. Duvidei mesmo. Ás vezes, o buraco no peito era tão grande que a única coisa que se queria fazer era desistir, sentar no caminho e chorar. Acho que fiz isso durante muito tempo da minha vida. Muito. Diante de cada novo obstáculo parava, resmungava e chorava. Quase como se fosse um ritual.
Mas, resolvi ser feliz. Ser, estar, permanecer, continuar... Todos os verbos de ligação possíveis que atestem o meu estado.
Há algum tempo venho tomando decisões para a minha vida. Não quero isso, não quero aquilo. Aceito ou não isso, aquilo outro também. Determinando a minha história.
E de repente, me dei conta de que em relação à dor, as coisas também funcionam assim. E eu me perguntei: que adianta ficar chorando o passado? Qual o proveito que se tem em passar o dia inteiro reclamando do tempo, do excesso de trabalho, do chefe chato, de quem nos passou a perna e etc, etc, etc? O que eu ganho se deixar um velho amor eclipsar a possibilidade de um novo?
Acredito que muita gente mais esperta do que eu, já se perguntou isso algum dia, e claro; muito antes do que eu. Mas para mim o que importa é que me perguntei. E quero dar uma resposta diferente.
Acredito mesmo que seja preciso ter boa vontade para se abrir à janela. Dar o primeiro passo em direção a felicidade. Confesso que tenho buscado por essa ¿tal felicidade¿ intensamente. Percebo que para que ela chegue, eu preciso já estar feliz...
Decido hoje ser feliz. Aconteça o que acontecer quero continuar otimista, vendo o futuro com esperança, e o presente sem perder o sorriso.

postado por Verô às 4:24 PM

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Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Estou estreando um novo blog. Não pretendo fechar esse aqui - pelo menos por enquanto - mas, lá no outro escrevo outras coisas, exercito outras idéias... quem quiser passar por lá... bjs.
Com Nome e Sobrenome
postado por Verô às 4:45 PM

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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Fiquei esses dias caladinha. Muito caladinha. Peço desculpas às pessoas que costumam passar por aqui para fazer visitinhas. Devo confessar que fiquei pensando no que tinha me acontecido e tentando por as idéias no papel. Mas, não consegui. Quem sabe mais a frente volte ao assunto.

Hoje, quero dividir mais uma história que tive o prazer de contar para minha sobrinha. Acho que estou ficando boa nisso! Pelo menos eu acho... Quem me pediu a história dessa vez, foi minha sobrinha mais velha. Como ela já é uma adolescente perguntei de qual história de contos de fadas gostava mais. E ela me respondeu: - Ah! Não sei... Não faço a mínima idéia.

Então partilho com vocês minha história.

Contos de Fadas Modernos (Parte 2)

Era uma vez, há muito tempo atrás, num reino muito distante onde vivia uma linda princesa. A princesa...

Qual era o nome dela, Tia Verô?
Não sei, não faço a mínima idéia.
(Minha sobrinha riu bastante)

Bem... A princesa que não sei, não faço a mínima idéia de como se chamava, era muito bonita, inteligente, cheia de talentos. O problema era que a princesa não fazia a mínima idéia do que fazer de sua vida. Ela não sabia mesmo.
Engraçado que todos os sábios do reino tentavam ajuda-la em suas decisões, mas como eles não viviam a vida dela, por mais que falassem, aconselhassem, pitaqueassem, nunca sabiam exatamente o que dizer.
Ela ficava frustrada. E eles também.
Davam muitas opções a ela. 'Faça música.' Dizia um. 'Já pensou em artes manuais?' Sugeria outro. 'E que tal navegar na internet para distrair um pouco?' Arrematava um terceiro. Mas, a princesa usava sua frase comum: 'Não sei... Não faço a mínima idéia.'
E... O tempo foi passando.
Até que um dia, teria uma festa maravilhosa no castelo. E o Rei, pai da princesa, convidou vários príncipes de outros reinos. Sua filha já estava em idade de se casar, e seria bom que ela escolhesse alguém. Durante a festa tudo transcorreu de forma tranqüila, animada como as festas devem ser. Lá pelas tantas, um príncipe muito charmoso pediu a indecisa princesa o prazer da contra-dança. E ela aceitou.
Enquanto dançavam, o príncipe disse para a princesa que gostaria de cortejá-la, para que pudessem se conhecer melhor e quem sabe até se casarem. Ele perguntou se ela permitia. E... O que ela respondeu?

Não sei, não faço a mínima idéia, me deu uma ajuda a minha sobrinha.

Exatamente, a princesa respondeu: - não sei se quero, não faço a mínima idéia.

Minha sobrinha riu mais outro tanto.

Moral da história: Se você não sabe o que quer, ninguém pode saber por você. A sua história, a sua felicidade é você quem faz. E o que você está fazendo por você?

postado por Verô às 12:01 PM

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