Templates da Lua

Perfil

Verô - alguém aprendendo a escrever




Blogs amigos

Templates da Lua
Lua nova sempre nova

Minhas Medit@ções

Escrevo porque meu sanar é água...

Bressane

Diário de Viagem

Controllc
Fake Dreams
Etc...

Sites legais

Portfolio
ZURA!
Templates da Lua
Eliana Printes

Etc


Conteúdo aqui

Créditos

Templates da Lua - templates para blogs
Essa página é hospedada no Blogger. A sua não é?

Arquivos


Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Tenho a nítida sensação de que tudo que é preciso é tempo.
É. Apenas tempo.
Para se pensar, analisar as situações vividas, abrir as janelas da alma e se enxergar um pouco mais além.
Para ficar silente. Não de tudo, não por completo. Apenas um tempo de silêncio do que está ao redor, mas, não do que se está dentro. Deixar as palavras ditas e não ditas acumuladas no coração encontrar a saída do labirinto, adivinhar as respostas, ganharem o mundo. Ás vezes a agitação não permite, a ansiedade não deixa e o medo não consente que vejamos o que está bem diante dos nossos olhos.
É preciso tempo.
Para secar as lágrimas. Se perceber a grandeza dos sentimentos, a nobreza das ações. E porque não as baixezas também? Para cicatrizar as feridas. Baixar a guarda e sorrir novamente. Adquirir conhecimento através dos sentidos do que realmente é, e não do que se imaginou ser.
Tempo, apenas tempo.
Para se perceber o risco que se correu. Ou o quanto foi bom ter se arriscado, investido, avançado, vencido. Para se escrever uma boa história, ou apenas um capítulo bom, quiçá um texto. Para amadurecer, crescer, ouvir a voz do coração, avançar na direção da linha do horizonte.
Tempo... Tempo... Tempo.
Para se perder o tempo... Mas, se encontrar... Cantar uma canção e descobrir o valor das simples e pequenas coisas.


Fica minha dica... para se curtir o tempo a canção Tocando em frente com Maria Betânia - clique e ouça...
postado por Verô às 12:13 PM

Comments:

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Palavras. Muitas palavras. Carregadas de emoção, ou sem vontade alguma. Palavras. Sentimentos impressos, verdades ditas, arroubos cometidos em palavras. Palavras grandes, médias, pequenas. Negativas, positivas, apaixonadas, frias, rasgadas, completas, doloridas, suaves, sofridas, leves, cortantes, cicatrizantes, ferinas, humoradas, sensitivas, desajeitadas, acolhedoras, repelentes. Simples como deveria ser apenas palavras, mas, ouvidas e interpretadas... Gerando mal entendidos, guerras, vazios, espaços, distâncias, solidão...
Depois que proferidas não voltam. Vão com o vento, se perdem... e só fazem eco se provocam algo. Se faladas no calor da discussão fazem estrago. Ferem. Mostram as costas. Separação. Se ditas com paixão aquecem o coração em cada lembrança. Ressuscitam sorrisos. Evocam sons, cheiros e imagens.
Ás vezes gostaria de ter o poder de fazê-las voltar. De não ter ferido, ofendido, humilhado. De falar apenas o que trouxesse luz, alegria, sorrisos. De acariciar com minhas palavras. Ou apenas ter me recolhido no silêncio. E mordido ferozmente a minha língua. De ter pedido perdão antes de, e não depois do estrago.
Outras vezes queria não ter ouvido. Não ter permitido meu coração escuta-las, ter deixado que partissem e não me machucassem. E ainda outras tantas, queria apenas me afogar nas palavras que seus olhos não me dizem, que suas mãos não me falam, que suas costas me negam, mas, que seu coração me grita!


postado por Verô às 5:17 PM

Comments:

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Pergunte a uma criança o que ela quer ser quando crescer, e com certeza ouvirá uma resposta espontânea de algo que ela admira, ou imagina glamouroso. Médico, bombeiro, veterinário, professor, estilista e um outro tanto de opções. Infelizmente, essa não é uma verdade para todas as crianças de nosso país. Já sabíamos disso, mas, quando foi exibido o documentário Falcão - os meninos do tráfico, a realidade ficou mais clara, mais evidente. Um país dividido pelas disparidades e pelas dificuldades. Não quero fazer apologias, nem chover no molhado. Não. O que escrevo hoje acaba refletindo as preocupações do meu umbigo. Básico.
Bem... A empresa que trabalho, atravessa como tantas outras empresas, uma crise. Alguns colegas já foram dispensados, e no sussurro dos corredores há quem diga que há uma lista de dispensáveis.
Crise. Desemprego. Dificuldades. Parece que essa é a cara do país.
E é ai que pergunto: onde ficam os nossos sonhos? Aqueles que sonhamos durante a infância? Está certo, boa parte deles não realizamos, mas, sonhamos. Digo isso porque muita gente diz assim: ¿Você é inteligente, esperta, porque não presta um concurso? Emprego público é o que há. Se ganha bem, tem estabilidade, aumento de salário proporcional e etc. Porque você não tenta?¿ Confesso que isso me deixa triste, muito triste. Tenho quase certeza que na infância ninguém nunca sonhou em ser funcionário público. Talvez tenha acontecido, mas, nunca ouvi de uma criança: ¿Quero ser funcionaria pública quando crescer.¿ Você já ouviu? Pode ser que tenha gente que sonhe, hoje, com isso. Mas, eu não. Ainda não.
Existe algo dentro de mim, feliz ou infelizmente que ainda é muito romântico. Que acredita nos sonhos, que crê em se trabalhar por amor, que ainda espera não trabalhar apenas pelo dinheiro. Sei que isso não é a realidade da vida. Que existe muita gente boa que levanta todas as manhãs porque necessita levantar. Que toma tubos de calmante para ¿agüentar¿ o trabalho, o chefe, as pressões, e o que ganha não paga o mal que faz a saúde, mas, que precisa sustento para si e para os seus. Sei que há muita gente que se formou, carrega diplomas e consegue apenas ¿bicos¿, com os quais sobrevive. Sei. Sei sim. Mas, saber disso não me faz menos sonhadora, nem menos esperançosa, não. Saber disso me deixa triste. Muito infeliz mesmo. Que vida tosca é essa que temos? Essa minha reação talvez seja fruto desse meu lado romântico, piegas de ser. Mas, creio mesmo de todo o coração, que todos nós merecemos muito mais do que isso.
******
Votei ontem. Sem título. Pensei nas ironias da nossa democracia, não me é dado à liberdade de não votar, mas, me é concedido o ¿prazer¿ de votar sem título. Estava sem porque não lembrava onde tinha enfiado o bendito. Não sabia onde ele estava e nem sabia em quem votar. Que me perdoem os candidatos que estão no segundo turno, mas, não acreditava neles nem no primeiro. Não quero falar deles, criticá-los, ou apontar seus defeitos. Não mesmo. Mas, dentro de mim, junto com aquele meu quê romântico e sonhador, há quase a certeza de que qualquer um dos dois são apenas cartas marcadas. E que nós do povo continuaremos a enfrentar desemprego, pobreza, humilhação, e muita dificuldade. Que as empresas continuarão a passar por crises, demissões, e muito stress em todo esse processo. E que muita gente, mas, muita mesmo continuará a se acotovelar para passar num concurso e sobreviver bem num emprego público. Vida.
E aí quando penso em tudo isso, sei que quando crescer, ou ainda, quando esse país for grande, adulto e maduro o suficiente, o que quero ser é respeitada. Como pessoa, como mulher e como portadora de sonhos.


postado por Verô às 1:35 PM

Comments: