Verô - alguém aprendendo a escrever
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Sabe que no final das contas meu natal foi legal?
É... pra quem não estava muito animada as coisas aconteceram de forma interessante. Talvez, porque eu tenha me programado pra gostar do que viesse, pra me surpreender com o que tivesse de ser surpresa e pra aproveitar o que tivesse de ser aproveitado.
Na verdade, passei o natal perto de crianças e sempre que isso acontece sinto que a gente se vê pelos olhos delas e por maior que seja o desanimo há um contagio e pronto... Fica feliz.
Mas a razão de eu estar escrevendo hoje, tostando pestana em plena lan (porque estou sem pc) é porque gostaria muito de contar sobre quatro presentes que ganhei. Não ganhei apenas quatro, mas, estes mexeram muito comigo.
Meu pai havia decretado que não daria presente pra ninguém este ano. Que tava duro, que tava cansado e por ai vai... mas, sabe se lá a razão, resolveu me dar um livro. Fui à única presenteada por ele. Este fato por si só me deixou embasbacada, de goela seca...Quando abri o pacote a reação foi simples, chorei. O livro se chama: Obrigado, Filha. É um livro escrito por uma mãe, endereçado a uma filha, como uma crônica de agradecimentos por descobertas e melhoras que a mãe fez por causa dela. No prefácio, a autora diz que seu objetivo é que o livro abra diálogos e fortaleça relações entre pais e filhos. Confesso, li e chorei muito, muito e muito.
Explico: eu gostaria imenso de ter um bom relacionamento com o meu pai. Não brigamos o tempo todo, nem nos desrespeitamos o dia inteiro, não. Mas, não tenho no meu pai um amigo. Meu pai é alguém que pretende estar perto, mas, acaba sempre estando muito distante. Durante muito tempo, nem lembro mais quanto tempo, eu sonhei, lutei, e me esforcei por isso. Faltava um pedaço em mim, alguma coisa não se encaixava... Fiz tudo o que eu achava que poderia fazer para agradar. Vesti roupas, fiz cursos, caras e bocas, enfim... Nunca, nada! E aí...Ele me agradece por coisas que eu fiz, ensinei ou disse... sorrindo disse a ele, de nada, Pai... e não entendi muito... mas, confesso que apreciei muitíssimo.
Outros dois presentes que ganhei e vou falar dos dois de uma só vez, foram uma agenda dourada e uma roupa... pra mim, eles significam uma profecia. Mais uma vez, eu me explico: Dia 14 de dezembro fiz uma entrevista para um emprego. Imaginem vocês, que é um emprego para escrever (Iéééé!). Pois é, por conta de feriados e recessos se eu for chamada para o trabalho, isso acontecerá em Janeiro (torçam por mim)... a roupa que minha irmã deu, segundo ela, é para eu ir trabalhar. É uma roupa linda, moderníssima, o máximo. (Saia e blusa) E a agenda, que foi dada também pela minha irmã é dourada. Resolvi considerar tudo como uma linda profecia. Uma roupa nova para um emprego novo, e uma agenda dourada para um 2006 brilhante.
E por último, o quarto presente, veio da minha sobrinha mais velha. Ela é muito jeitosa com as mãos. Adora fazer artesanato e sempre está inventando alguma coisa. Este ano, ela fez um chaveirinho para o meu celular. Sabe com o quê? Com 3 lindas borboletinhas coloridas. Admito que me arrepiei ao ver as borboletas.
Então é simples assim... Quero um 2006 lindo... De asas bem abertas e dispostas a voar, se aventurar e correr todos os riscos possíveis... Quero deixar para trás tudo o que não é bom, que não fez bem e seguir em frente. Quero dias dourados, quero muito amor, entendimento e conversa franca, quero novas oportunidades, quero novas conquistas, quero caminhar de cabeça erguida e chegar. Quero olhar para trás como olho hoje, feliz... e quero mais... Quero estender tudo o que desejo de bom pra mim, a você meu amigo querido.
Um feliz e abençoado 2006 para nós. Beijos imensos e voadores !!!!!!!
postado por Verô às 3:28 PM
Acho que já gostei mais do natal. Já gostei mais das luzes, da idéia da festa, do colorido que eu enxergava nas roupas, pra mim até o cheiro da época era diferente. Já me liguei mais na decoração, nos embrulhos dos presentes, e na idéia do espírito do natal.
Fico me perguntando se o meu desencantamento não tem haver com a perda da inocência da infância. Já sei que papai Noel não vem, que não desce pela chaminé, até porque em casa eu não tenho uma... Que a rena não tem o nariz vermelho, e que quem traz os presentes é quem os quer comprar mesmo...que não há neve, e que a mágica das luzes na árvore vem da corrente elétrica.
Fico me perguntando se o desbotamento das cores do natal, pra mim, não aconteceu no exato momento que eu percebi que as pessoas só gostam de ser generosas nessa época do ano. Como seria bom se fossem pelo ano todo. Falo isso por mim mesma.
Ainda me pergunto se minha desilusão com o natal, não é reflexo dos dias que antecedem o final do ano e daquele balanço do ano... mas acho que na média o que aconteceu foi bom, então eu deveria estar animada com o natal.
Por que será mesmo?
Confesso que não sei.
Talvez porque natal se resuma infelizmente, em comprar, comprar, comprar, comprar... dar porque fulano deu, ou ainda retribuir o que na verdade não se queria, ou ainda não ter como comprar quando se necessita... ou os olhares ansiosos de pessoas famintas pelas ruas, de crianças sujas e fedidas inebriadas com o brilho das vitrines... da solidão de gente como eu, que se pergunta a razão real do natal.
Mas no meio disso tudo, sabe o que ainda me encanta? A música. A razão pode ser óbvia mesmo, não estou nem ai... mas embora aquele sonzinho falso de sinos, harpas sei lá o quê seja chato, o que me alegra é muitas lojas se disporem a colocar música. Até a letra chata de ¿Hiroshima, nagazaki e blablabla...¿ que lembram um natal macarrônico e eu particularmente não gosto, me alegram, por ser música.
Acho que música tem esse dom... Desperta na alma um não sei o quê, que nos leva a sonhar, a acreditar que os fardos serão suavizados e que a vida pode ser interessante se a gente tão somente se permitir. As canções que ouço pela rua, resgatam em mim a menininha que um sonhava e achava que o natal era a melhor de todas as festas. Aquela que esperava ansiosa pelo momento de abrir os presentes porque sabia que ganharia algo mágico, legal, inimaginável. Aquela mesma, que quando aprendeu a ler, ficava lendo os cartõezinhos de:/para: e se deliciava em contar quantos presentes eram dela. Aquela criaturinha tosca que só conheceu rabanada aos 10 anos de idade, e embora achasse a cara daquele trem delicioso, ficou com medo de ser rabada, rabo de boi passado em açúcar e canela. E confesso que me divirto com essas memórias.
E sabe... são elas, as memórias, advindas de melodias, que me fazem sorrir e ainda acreditar que a vida tem jeito. Que os natais poderão ser interessantes e que o bem querer, a generosidade, a fraternidade, estão ao alcance de nós. Se a gente deixar Jesus renascer em nós, aí o resto é só um pequeno passo, um começo. E é ai que reside o sentido real do natal.
Não sei quais são suas expectativas para o natal... Mas se não forem boas, deixe a música fluir... Deixe Jesus entrar e se permita estender a mão e quem sabe sonhar de novo...só um pouquinho, ou só por um momento.
Feliz Natal!!!
postado por Verô às 5:41 PM
É engraçado escrever um texto. Muito mesmo. Cada um que lê, o lê com uma emoção... enxerga uma coisa, entende outra, capta o que quer captar, se sensibiliza ou não.
Amo as trocas que fazemos aqui neste universo virtual, mas, confesso que ás vezes me assusto um pouco com umas reações. Eu sei... cada cabeça uma sentença. Acho que eu é que sou filósofa demais e fico proliferando palavras para falar do banal, do comum, da mesmice e da doidera que a vida é, ou muitas vezes se apresenta. Também sei que este assunto dá um texto imenso...rsrsr
Bom... estou viajando, longe de casa, sobrevivendo de checar e-mails em lans... passei aqui, li os comentários sobre o meu último post e não resisti... prometo falar mais sobre, quando voltar pra casa. Mas, sabe qual era mesmo a minha verdade? Levei um big dum fora e fiquei remoendo as palavras ditas, por aquele que dilacerou o meu coração. Tive que concordar que a verdade delas, por mais que fossem doloridas, eram muito melhores do que a ilusão de esperar por algo que não iria jamais acontecer. Dai, como criatura extra qualquer coisa que sou...huahuahua... filosofei sobre verdades....sorry... se desapontei alguém.
Ok, de verdade, atualizo a casinha na volta. Aqui, em Vitória, tá bom demais!!! Torçam por mim. Bjs e bjs e bjs.
postado por Verô às 6:02 PM