Verô - alguém aprendendo a escrever
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Tenho pensado muito em verdade. Muito mesmo. Todo o tipo de verdade.
Em gente chata que destila sua própria verdade, como se fosse dono do mundo... em verdades que se falam no calor da discussão, em verdades relativas, cobertas de ideologias modernas de um tempo em que nada é preto nem branco, em verdades que a gente não quer enxergar, em meias-verdades, mas, principalmente na verdade que liberta.
Devo ser bem verdadeira dizendo que ando sem palavras para escrever. Tenho andado numa busca incessante por mim mesma e neste processo todo, acho que tenho falado mais com o meu coração, sem sentir muita necessidade de rabiscar meus sentimentos. Mas quando me propus a falar um pouco dos meus pensamentos, propus ser verdadeira. Como o significado do meu nome... Mas, a verdade é...Sem trocadilhos bobos, que tenho pensado na verdade como um meio de vida. Não que mentir fosse, ou seja meu passatempo predileto. Não. Mas, tenho sido salva de mim mesma em função da verdade.
Não da verdade destilada, nem da verdade relativa, ou da minha própria verdade. Não. Mas, da verdade clara, da verdade dos fatos. Do enxergar as coisas como elas são. Do erguer-se na queda, mas encarando os reais motivos da mesma. Acreditando de verdade que um dia a gente acerta e pára finalmente de dar cabeçadas. E é tão grande o poder dessa verdade que ao se vê-la, percebe-la, senti-la, ela só faz bem, mesmo que o resultado seja aparente dor.
Explico... Quantas vezes a gente tem o dom de insistir em relacionamentos fadados ao fracasso porque simplesmente não aceita a verdade dos fatos? Ou ainda quantas vezes nos submetemos a situações vexatórias por que não nos encaramos no espelho da vida, de frente, de verdade? Quantas vezes eu, e quem sabe você também, nos acomodamos diante de coisas com as quais não concordamos por simplesmente acreditar que a verdade seria dolorida? Vou além, muitas vezes a verdade trará dor, mas, trará libertação... É Bíblico, Alguém já disse isso muito antes de mim. ¿Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.¿
Verdades, verdades, verdades.
Acabei de sugerir umas pra uma amiga. Ela recusou. Tão simples, tão claro, tão obvio, tão fácil de perceber. Claro, pra mim. Mas, sabe por quê? Porque há um tempo pra se enxergar o que e verdadeiro. Ou há um querer ver o que é real, se permitindo sair do imaginário, do mundo das hipóteses, dos sis e por ai vai...É por isso, acredito eu, que muita gente diz que a verdade é relativa. Não acho que seja, acredito que a forma de cada um a ver é que seja. Dá pra entender? Ou estou me enrolando nas explicações?
O que quero dizer com todo este meu blá é que quero sempre ver a verdade. Encara-la, desfrutar da companhia dela, mesmo que ela seja menos agradável do que seria a mentira. Quero que me digam a verdade, sem rodeios, sem muita espera, sem me fazer perder o tempo. Não importa o assunto, quero a verdade. Que doa, que machuque, que me faça chorar rios de lágrimas. Já não me importa, quero os fatos. Apenas. Tais quais eles são. Sabe como é? Pois é... Verdade, simples, clara, pura e cristalina. Como água que cai pela encosta da montanha, ou jorra na fonte. Ou simplesmente se bebe no copo. Quero a vida transparente, verdadeira. Real. Abaixo meias-verdades e omissões pra agradar. Quero sinceridade acima de tudo.
postado por Verô às 6:34 PM
De manhã você acorda, se arruma e sai para o trabalho. Sempre. Rotina. Coisa de todo o santo dia. Com uma pequena alteração aqui ou ali, você costuma trilhar o mesmo caminho. Se o ônibus é a sua condução, costuma pegá-lo no mesmo horário. Ás vezes o motorista e o trocador são os mesmos todos os dias e os companheiros de viagem também. Se seu percurso é feito de carro, é bem provável que passe pelas mesmas ruas sempre. E se vai a pé, pode ser que vez ou outra tente um novo caminho, ou um caminho alternativo, mas, pode ser que veja a mesma paisagem sempre.
Há pessoas que caminham pelo parque logo cedo. E fazem sempre o seu exercício físico pelo mesmo trajeto. Ou ainda, freqüentam a mesma academia há bastante tempo, conhecem as mesmas pessoas, ouvem a mesma conversa. Um belo dia, se dão conta da monotonia em que vivem, da rotina que imprimiram em suas vidas.
Parece que mais cedo ou mais tarde, chegamos a esta encruzilhada do caminhar. Nos deparamos com a mesmice dos nossos dias, dos nossos atos, e nos sentimos infelizes, sem muita opção, sem saber direito o que fazer, pra onde ir.
Mas, pior do que todos os dias fazer o mesmo trajeto para o trabalho ou na caminhada, ou nas rotinas de trabalho e atividades, é fazer sempre o mesmo percurso no que concerne as nossas escolhas, as nossas buscas, aos anseios do nosso coração. Tenho pensado muito em novos caminhos, em mutação. Já escrevi diversas vezes sobre estar em mutação. E sinceramente não me importo se ela for constante e crescente, claro.
Encontro muita gente, mas, muita gente mesmo que me aconselha, que me fala suas verdades e que pergunta a mim porque eu não volto a caminhos passados. E a resposta é clara, porque não quero vivê-los novamente. É estranho o buscar percorrer algo novo, mas, é excitante porque nunca se sabe aonde se vai chegar e o caminho é sempre uma surpresa. Cada matiz novo de uma nova flor que aparece é sempre recebido com carinho, é sempre recebido como aprendizado. Eu imagino, não sei, talvez erroneamente, (assim espero) que estes ¿amigos¿ que me sugerem o que eu já sei que não quero; que eles se contentaram com as mesmas cores, exatamente nas mesmas horas do dia, ou adoram viver de reclamar, e quiçá me ouvir reclamando também.
Olho pra mim mesma e pela primeira vez em minha vida, me vejo aberta a novos caminhos, a querer ir embora, a não chorar, antecipadamente, porque não estarei, com um sentimento imenso de querer ganhar o mundo. Talvez, isso seja só aquele velho lance das asas... que hoje, numa Verônica mais calculista e menos eufórica, percebe que se chama caminhar um dia de cada vez, trilhar o meu caminho, percorrer o meu mundo. Step by step como se diria em inglês. Chega de fórmulas prontas, de caminhos impostos, de atalhos que nunca dão certo. Quero aprender com o que é novo, quero renovação, quero um novo modo de caminhar. Descalça talvez, ou experimentando toda a maciez daquela que não deforma, nem solta as tiras. Ou até e porque não, usando aquele sapato velho mesmo, que já tomou a forma do meu pé, que se tornou confortável, mas, que dará conta se eu propuser a ele uma nova aventura.
Eu não sei você, mas, do fundo do meu coração eu espero que você queira se renovar. Que nunca se contente apenas com o jeans e camiseta branca porque é básico, porque todo o mundo usa, porque é bom de se usar todo o dia. Use sim, o jeans e a camiseta, mas, troque as cores, brinque com as peças, ponha um salto alto, se a ocasião pedir. Eu não sei você, mas, meu desejo sincero é que você ouse. Não importa se irão lhe apoiar, entender, ou criticar. Ouse. Aventure-se. Arrisque-se, vá aonde sempre teve vontade de ir, mas, a sua pseudo-sensatez nunca deixou fazê-lo.
Não sei quanto a você, mas, meu coração pulsa por novas estradas, novos caminhos, mesmo que elas pareçam loucura, mesmo que signifiquem dor... o que importa pra mim, é que signifiquem mudança, signifiquem vida.
Há um pensamento, que diz mais ou menos assim: ¿O barco do segurado está sempre lindo, porque está sempre no porto. Esta é a razão de estar com a pintura intacta. Mas, o barco do aventureiro, encontra-se arranhado, sujo, feio. Porém, repleto de novas histórias para contar.¿
Saíamos ao mar, percorramos o caminho, mas, sim, por favor, renovemos nossa vida, renovemos nossa história.
postado por Verô às 9:17 PM
Recebi esta reflexão e passo pra vocês... Verô em fase de transição (eterna...rsrsr) já deu pra perceber, né? Bjs.
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
(Mário Quintana)
postado por Verô às 4:20 PM