Verô - alguém aprendendo a escrever
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A pedidos...inclusive meu...rsrsr... aumentem o som... os anjinhos voltaram... bjs.
postado por Verô às 1:09 PM
Eu ainda gostaria de falar sobre felicidade, mas, confesso que não sei mais o que eu possa acrescentar... vocês disseram tanto. E confesso, me tocaram com suas opiniões... ontem, ainda pensei em escrever sobre felicidade. Mas, acho que qualquer coisa que eu escreva, será apenas chover no molhado... você sabe o que é estar feliz, ou se permitir ser feliz... e no final das contas, eu também. O que queremos mesmo, acho eu, é uma fórmula mágica, linda, duradoura e radical pra vivermos pra sempre, felizes. Não só momentos, não só segundos, nem poucos minutos, mas, sim, muita felicidade, intensa e eterna.
Terminei o último post dizendo que: ¿Felicidade é um estado de espírito no qual você se abraça, se acolhe, se assume, mesmo que ninguém o faça por você. Felicidade pra mim, é após concluir que se tem que matar um leão por dia pra se sobreviver, se olhar no espelho, sorrir e encontrar forças pra fazê-lo.¿ Comecei a pensar que felicidade então é ser forte... mesmo que não se seja forte, mesmo que não se tenha aprendido como... e ai, não sei porque me lembrei de um filme que gosto muito. Não sei se tem haver com felicidade, mas, tem haver com atitudes e buscas... então talvez, tenha sim, com o nosso desejo de ser feliz.
Devo ter assistido pelo menos três dúzias de vezes, ao filme; Sociedade dos poetas mortos. E, se for necessário, assisto de novo, e de novo e de novo. Não sei bem a razão, mas, gosto por demais deste filme. Acho mesmo, que é meu filme predileto. Me identifico com a história. Ela me atraí, me prende, tem o poder de me fazer vivê-la e senti-la, mesmo sabendo de seu final, e de seus entraves pelo caminho. Talvez, seja necessário explicar porque assisti a este filme tantas vezes. A primeira vez que o vi foi no cinema, porque era comentado e o título me chamou a atenção. Depois assisti em casa, quando passou na tv. Depois cursando a faculdade, pelo fato de ter feito um curso pedagógico, acho que todos os professores do meu curso, num grande consenso imaginavam que ali tivéssemos lições a extrair. Não era raro, assistir duas vezes por semestre e olhe lá. E depois, quando fui á sala de aula, passei algumas vezes para que os meus alunos aprendessem alguma coisa com ele. Definitivamente, na natureza nada se cria, tudo se copia. Mas, o ponto não é este.
Se por um acaso, alguém que ler este texto, não tiver assistido ao filme, eu recomendo.
O grande clímax, é quando os alunos prestam uma homenagem de despedida ao professor. Pelo menos pra mim. Em algum momento anterior, ele os havia ensinado a subir em suas carteiras se necessário fosse, para que lá de cima pudessem ter uma noção diferente da vida. Para que vendo a vida de cima, pudessem vislumbrar outro ângulo, outra saída, e jamais se contentassem com o que era pronto, com a mediocridade, com o fazer porque todo o mundo faz. Ao professor se apresentar para partir, os alunos sobem em suas carteiras, em sinal de reconhecimento, respeito e porque não dizer; maduros o suficientes para verem toda a situação corrente sob outro aspecto. Os críticos de cinema que perdoem... assisti zilhões de vezes e pra mim, a mensagem é essa... se não for...paciência.
Deixem-me abrir um parênteses, para conseguir explicar a idéia que me ocorre.
Tenho três gatos. Já falei deles, em outros momentos. Mas, tenho uma gatinha, Kika que me encanta. Ela é doce, companheira, caseira, generosa, porém dona de uma personalidade única. Kika gosta de tudo a maneira dela. E se não for do jeito dela, ela simplesmente, não aceita. Kika como todos os gatos, gosta muito de carinho, mas, é na hora que ela quer. Ela também não gosta de se sentir presa; se ela vem para o meu colo e eu a seguro, automaticamente, ela sai. Ela também, não gosta de ser pega no colo, o que para mim, é motivo de estranhamento completo, porque todos os gatos que tive, sempre gostaram de ser ninados e tratados como bebês, Kika, não. Se insisto e pego Kika, ela chora, geme e se debate até que eu a solte. Nunca, quando coloco comida nos pratinhos, ela vem como uma louca esfomeada comer, é sempre muito segura e cautelosa. E a lição final, que aprendo com ela é a seguinte, quando as coisas não correm como ela planejava, ou quando há muita gente em volta e ela se sente irritada, ela se retira e sobe em cima do guarda-roupa e de lá, fica olhando para nós, cá embaixo. Definitivamente nesta hora, penso que ela não é irracional nada, e fico me perguntando o que será que ela pensa a meu respeito, ou a respeito da situação. Pode ser um pouco de piração, mas, pra mim, Kika é muito segura de si mesma, sabe exatamente o que quer, sabe o que merece. E quando por alguns segundos, fica confusa ou é perturbada, se retira, sobe e olha a situação por cima.
Fiquei pensando que olhar de cima uma situação, é a primeira atitude que a gente deve buscar pra ser feliz. Sabe aquele velho lance das asas, do qual eu gosto tanto? Pois é... é permitir-se voar, olhar por outro ângulo e não deixar de crer. Não preciso exemplificar, preciso? Muitas vezes, se faz necessário, buscar um outro caminho pra se ser feliz... pode parecer rota de fuga, mas, acho que não é não, é determinação, é luta, conquista diária, é se erguer depois da queda.
Neste último final de semana, tive o privilégio de estar em Brasília. Na volta pra casa, as nuvens cobriam o céu, mas o avião as ultrapassou e lá em cima estava o sol. A visão amarelinha sobre as fofas nuvens, foi tudo de bom. Ver a luz, me fez feliz... Acredito que todos nós estamos sempre caminhando em busca da felicidade, o que precisamos mesmo, é ultrapassar as nuvens, ou subir sobre uma mesa, ou ainda como minha gatinha, nos retirarmos para um lugar mais alto.
Só pra concluir, em Brasília, tive a emoção imensa de conhecer a minha amiga-ursa Martinha. Menina linda, querida, que amo de paixão e que sempre tem me incentivado a subir alto pra ser feliz. Nossa amizade começou aqui, nesta casinha, e ela acabou trazendo outros amigos pra eu conhecer também. Até domingo era virtual, hoje é real. Ela não gosta muito de despedidas e antes que eu tivesse a chance de dar tchau, foi embora. Enquanto eu a olhava se afastar, descobri uma outra explicação pra felicidade, algo do tipo a gente chora quando está feliz, e se é feliz, quando se pode fazer o outro feliz. Devo dizer a todos e principalmente a Martinha, que eu gostaria de ter escrito um texto bem leve e engraçado só pra contar como foi bom estar com ela em Brasília. Porém, estou tentando subir em cima do guarda-roupa pra olhar a vida...rsrsr... Martinica, se por uma razão ou outra vc precisar subir pra olhar a vida por outro ângulo, conte comigo, o que eu quero mesmo, é que vc seja feliz! E obrigada, por me ajudar a sê-lo.
postado por Verô às 1:02 PM
Pediram que eu escreva um artigo. Alguém leu os textos que escrevo, gostou e pediu algo para ser publicado. Não tão intimista, mais povo e que tenha o perfil da clientela que lê o espaço onde o artigo será publicado. Pedi então que me sugerisse um tema. Algo que chegasse ao âmago da questão, por si só. Que tal, felicidade? Eu sorri. Escrever sobre felicidade sem ser intimista? Puxa! Difícil. Talvez uma das tarefas de Hércules, não sei. Felicidade com leade, respondendo questões do tipo: onde? Como e porquê? Caramba.
Logo de saída, quando ouvi o tema; felicidade, lembrei da letra de uma canção. Canção esta que não sei quem canta, que ouvi pouquíssimas vezes, mas, que nunca me saí da memória. Diz assim:
¿ O que vem a ser felicidade? Toda explicação perde o valor... e é tão raro e simples que é verdade quando alguém diz que invade a fronteira do amor.
E sem perceber leva consigo uma cauda aberta de pavão, que é como um baralho sobre a mesa, feito um leque azul turquesa ventilando o coração.
Como tudo é tão diferente, o ciúme, a dor, o amor, a paixão. Mas, a felicidade é tudo junto, todo o tempo num segundo não explicaria nem se a flor viesse antes do botão.
E todo o percurso transcorrido, leva-nos a ser contidos quando tudo é explosão! Por que a
felicidade é um rio denso que precisa de silêncio pra falar ao coração.¿
Acabei lembrando de outra canção que diz assim: ¿ tristeza não tem fim felicidade, sim...¿
Falar sobre felicidade sem ser intimista. Eita dificulidade!
Pensei que felicidade pode ser diversas coisas; como colocar a cabeça no travesseiro pra dormir de consciência tranqüila; sem se preocupar se alguém vai nos pegar em mentiras, falcatruas. Ou ter a consciência tranqüila por saber que se fêz o que se pôde, que se andou a segunda milha e que se não deu certo, é porque não era mesmo pra dar. Felicidade pode ser, ter um lugar seu pra voltar ao final do dia. No final da semana. No final do ano. Um ligar onde se é amado, se é acolhido, respeitado, desejado. Felicidade pode ser o que sobra do salário depois das contas pagas. Quem sabe felicidade seja alguém que lhe liga no meio da noite, ou uma mão no seu ombro, um beijo doce, ou o saber que o outro está lá. Ou ainda um dia de sol em frente ao mar. Quem sabe um picolé de limão em um dia muito quente, seja sinônimo de felicidade. Ou ainda uma cuia quentíssima de chimarrão com os amigos no final duma tarde de inverno. Felicidade pode ser a sobrinha ter comprado o jornal pra você olhar os classificados e continuar procurando emprego. Felicidade ainda pode ser; ser lembrado, ficar bem sozinho, realizar um sonho, ouvir uma canção, tomar banho de espuma, ler um livro gostoso, matar aula, ver um filme e se emocionar, dormir quando se está muito cansado, acordar com o cachorro lambendo seus pés, ouvir a chuva caindo no telhado, estar com os amigos. Os vizinhos desligarem o pagode depois de horas em alto som. (risos)
Penso que felicidade são pequenas coisas. Momentos que fazem um todo. Momentos que entram pelos poros, compondo a nossa essência, a nossa alma.
Felicidade é um estado de espírito. É aquele dom de se compor um mantra, mesmo que não se creia em mantras, mas, cantá-los quando a tempestade vem: ¿não permito me abalar, não me permito sofrer... você não vai me irritar, nem me chatear, muito menos me entristecer...¿ No tom, ritmo ou melodia que se quiser... ou apenas se recitando, mas, jamais se permitindo a tristeza chegar.
Felicidade é um estado de espírito no qual você se abraça, se acolhe, se assume, mesmo que ninguém o faça por você. Felicidade pra mim, é após concluir que se tem que matar um leão por dia pra se sobreviver, se olhar no espelho, sorrir e encontrar forças pra fazê-lo.
Bom... fui absolutamente intimista, pra falar de felicidade. Sei. Tô sabendo. E preciso da ajuda de vocês. Diga pra mim, o que é felicidade pra você. Quando comentar, não fale da beleza do texto, de ter sido tocado e tal. Conte pra mim o que é a sua felicidade, quem sabe assim, eu consigo deixar de ser intimista e trilho um pouco mais na minha pretensa carreira de escritora. Pode fazer isso por mim? Eu ficarei muito feliz se você fizer. Beijos pra vocês meus amigos, e muita felicidade hoje e sempre pra nós.
postado por Verô às 12:05 AM
Tenho andado correndo... gostaria muito de ter visitado as casinhas... de ter atualizado a minha... vamos ver se com calma e vagar a gente consegue... bjs e amo vocês!
Há dois domingos atrás, de tardezinha, eu voltava para casa... estava pensativa... meio chumbada...parece que tudo na vida da gente se resume a dinheiro. A gente corre, corre, procura não pensar no assunto, mas, sempre se precisa dele.
Passei na frente de uma casa lotérica. Não sei porque, meu olhar sempre é atraído para as somas milionárias da mega-sena acumulada. (Sei que já escrevi antes sobre prêmio de mega-sena, mas, torna-se imperativo fazê-lo.) Preciso explicar, que eu não jogo, mas, não deixo de pensar, em como a vida seria mais fácil, se eu ganhasse uma grande soma de dinheiro. Se você pensou que sou materialista, se enganou. Não. Explico; não sou materialista, pra mim, as pessoas tem muito mais valor do que o que elas possuem. Não sou amiga de fulano ou ciclano porque tem tal e tal celular, ou carro. Não. Mas, eu ficaria feliz se pudesse ter um pouco mais, se pudesse viver com um pouco mais de largueza. Talvez você seja como eu.
Enquanto pensava no que faria se ganhasse o prêmio, descobri, que se ficasse milionária, continuaria a ser uma pessoa simples. Pelo menos acho que sim. Não quero um carro importado vistoso, quero apenas um carro. Não quero um apartamento no condomínio mais luxuoso, quero apenas o meu cantinho pra morar. E por ai vai... na verdade, eu gostaria de ter mais dinheiro pra me dar ao luxo, de viajar mais, de divulgar mais o meu trabalho, de ter a oportunidade de fazer todos os cursos que sonhei (ou que vejo e não posso pagar).
Mas achei que se eu ganhasse tal soma, acho que o cartaz marcava 30 milhões, seria muito chato, ganhar tudo isso e gastar sozinha. Como eu poderia ser rica sozinha? Aí pensei no Léo, um mega-amigo que tenho, irmão mesmo; resolvi que se eu jogasse e ganhasse tal soma, pagaria a faculdade de gastronomia pra ele e compraria um apêzinho pra ele caminhar em direção ao sonho dele. Se eu ganhasse esta dinheirama, apadrinharia o Gugu, o sobrinho de uma amiga minha, que é um menino muito inteligente, talentoso e interessado, e tudo o que precisa é uma oportunidade. Fui pensando. Pensei no Héber... um amigo de Sampa City, que tem dado um duro danado pra fazer o seu negócio progredir. Entraria na lista dos ajudados, com certeza. Lembrei do Paulo, um cara que passou na minha vida e me ensinou a simplicidade das pequenas coisas. Hoje, ele é pai e certamente se preocupa com o futuro do filhinho... eu faria uma poupança para eles. Talvez desse um apartamento em Nikiti City pra o Edney. Ai, me dei conta de que só estava pensando em ajudar os amigos. Tá bem... as amigas merecem também.
Ajudaria a Milene, pra ela casar logo, e mais livre de grana. Ajudaria a Paty a se independer. Faria uma big-poupança pra as minhas sobrinhas... resolveria esse meio-tempo de desemprego da Miriam...daria uma força pra Sarah, que é uma prima postiça que tenho e que precisa de ajuda. Era bem provável até, que se a minha terapeuta quisesse, eu desse uma força pra ela também, assim, talvez, ela pudesse ter mais tempo com o filhote dela. Se, ela quisesse, é claro.
Mas, sabe... eu não ajudaria mesmo gente que sempre fala em apartamento caro e carro importado. Gente, que arregala os olhos quando acha que o outro tem. Não que eu queira ser professora de valores pra os outros, não. Mas, porque essas pessoas em um momento ou outro nos deixam na mão.
Devo confessar que cheguei em casa, leve e feliz com tanto altruísmo meu... mesmo que imaginário...rsrsrs...fiquei pensando, que embora a vida se apresente dura e difícil... e que muitas vezes a gente termine o mês contando as moedinhas pra chegar no próximo, o que importa mesmo é quem a gente é... quem a gente ama... e quem ama a gente. Definitivamente, o que importa nessa vida é o amor.
A gente pode andar de busão apertado, pode não comprar o sapato que necessita, pode não ter um carro qualquer pra levar a gente onde se precisa, mas, invariavelmente a gente precisa de amor. Precisa de gente. Precisa de carinho. Precisa de amigos. E isso é tão óbvio, é quase como se dois mais dois fossem quatro. Presta atenção; você pode ficar muito tempo sem namorado, beijo na boca e tal, mas, você não fica sem amigos. Amigos são vitais. São quase que absoluta e exclusivamente o ar que respiramos. E se são seus amigos de verdade, você percebe que quando está feliz, quer que eles estejam também. Por isso... que se eu tivesse ganhado os milhões lá, que sonhei, eu teria dividido de bom grado.
Por essa razão, é que eu tenho o costume de dizer, te amo, quando o meu coração se enternece com estes pensamentos. Tem gente que não entende, não aceita, interpreta mal. Mas, não estou nem ai... neste corre-corre sagrado de todo o dia... descubro inevitavelmente que tudo termina em amor...sim... é só a gente deixar, é só a gente se permitir, é só e simplesmente só... repartir.
Há uma canção, que é tocada na abertura da novela Essas mulheres da rede Record, que me chama muita atenção. A letra diz mais ou menos assim: ¿ Tudo que é seu, não é seu, não lhe pertence... só é seu aquilo que você dá....¿ Não lembro a música toda, mas, sua letra mexe comigo quando tenho a oportunidade de ouvir. Ainda diz que o beijo que você deu, é seu, é seu... é o seu beijo... Conclusão, se você não der, você não tem beijo. Já pensou nisso? Os abraços que distribui, os cumprimentos de bom dia dados de forma generosa e não obrigatória, os sorrisos... isso é seu... se apenas der.
Fiquei feliz. Não ganhei milhões... mas, quis dá-los... e descobri que se os desse, seriam meus, muito meus. Estranho não? Mas, verdadeiro. Tem gente que se omite da doação... coitados... esses sim, são pobres... muito pobres... Tem gente que não se permite o sonho, não se permite o amor, não se permite ter amigos, não se permite viver...
Cheguei em casa rindo... na verdade, a casa não é minha... estou lá num meio-favor, a conta bancária, anda perigosamente se colorindo vez por outra... mas, me senti afortunada... rica mesmo. Sem milhões... mas, amada... e se não amada com todas as letras, ou como eu gostaria... disposta a dar e dividir amor.
Queridos amigos virtuais... descobri também, que amo vocês... e ó: se eu um dia ganhar na mega-sena, não me esquecerei da nossa amizade.
Beijos... muito meus... dados... na verdade... beijos, muito nossos!
postado por Verô às 3:27 PM