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Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Fiz algumas alterações... dicas de produtores, arranjadores e tal... sou a mesma... só mudei de nome...alguém sugeiru que eu devo cuidar de conflito de personalidade...não acredito que seja... mas, preciso desse espaço aqui... peço desculpas a você meus amigos pela mudança... e pela compreensão tb...mas, não posso fechar essa casa... não ainda... sei que o template tá meio sombrio...não foi de propósito, foi o primeiro que encontrei...rsrsr...
Vou postar um texto que me foi enviado e ri muito... só pra a gente rir... bjs nos corações e depois a gente se fala mais.

"Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes. Será o dia em que Rosinhas serão apenas flores, Garotinhos apenas crianças, Genuínos serão coisas verdadeiras, Serra será apenas um acidente geográfico ou uma ferramenta, Genro apenas o marido da filha, Lula apenas um molusco marinho e Severino, apenas o porteiro do prédio".

(Autor desconhecido).


postado por Verô às 1:07 PM

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Quarta-feira, Agosto 24, 2005

A única coisa que quero agora, é que você venha. E fique. E me deixe recostar a cabeça em seu ombro. E cante baixinho uma canção pra mim. Não importa a letra, não importa a melodia, importa que seja uma canção. Não importa que seja uma canção conhecida, importa que você a cante pra mim. E enquanto canta, me acalente e me dê a certeza de que no meio do tumulto do tudo e do todo, eu posso ter o momento da pausa, com você. Nossa pausa. Nada a se preocupar. Nada pra estragar. Pausa. Só eu e você. Apenas sua voz e a minha... lá embaixo o ruído do mar, acima o brilho do céu, e sua mão pousada gentilmente sobre a minha. Mas... se velhos fantasmas vierem nos assustar, e se houver necessidade de exorciza-los, de falarmos, contarmos e chorarmos, que o façamos, bem no meio do nosso momento de pausa. E com calma e mansidão, devagarzinho pra não machucar ainda mais, com cautela, cuidado mesmo, me deixe passar pomadinhas nas suas feridas... e passe nas minhas também... e como se consola criança sapeca, me dê um beijo bem terno na testa só pra sarar mais rápido e acalmar o meu coração... em troca darei beijos e beijos sapecas também...
A única coisa que quero agora, é que você venha. Logo. E me deixe olhar em seus olhos. E me deixe cantar uma canção pra você. Sei de cor a letra, já decorei a música, conheço a canção. Mas, não se importe se ela não for uma canção Lilás, prometo compor uma azul pra você. E enquanto eu canto, você me sorri e me deixa entrar, conhecer e ficar. E tenha certeza que um momento de pausa, é tudo de bom, porque é como se chegar a um lugar que há muito se almejou. Mas, sem pressa. Pausa mesmo. Pausa pra resgate de todos os sonhos de romance não vividos... de todas as bobeiras não cometidas... de todas as gargalhadas retidas. Pausa pra caminhar pausadamente. Só curtindo a companhia um do outro. Só se permitindo ficar. Se permitindo sentir... Sem expectativas, cobranças, planos ou seguro familiar. Pausa. Nossa pausa. Eu e você. Nada mais. Mas... se os bons e verdadeiros amigos quiserem nos acompanhar, por que, não? Levemos estes amigos juntos, contemos piadas pra eles, visitemos suas vidas, abramos um pouco da nossa. Mas tudo, de forma sóbria, consciente, só dividindo com quem vale a pena mesmo.
A única coisa que quero neste momento, é que cantemos a canção. Não importa se vamos desafinar, se saberemos, ou se não a interpretaremos com verdadeira emoção... se não estamos prontos, se este não é o momento. O que importa é que nos arrisquemos a canta-la. Com ternura, com paciência, com fé... mas, principalmente com muita sinceridade e carinho. E que enquanto a cantarmos, não nos importemos com a quantidade do tempo, mas, com a qualidade dele...e sigamos... pelas notas da canção...


postado por Verô às 1:40 PM

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Sexta-feira, Agosto 19, 2005

Na minha infância cresci ouvindo um programa de rádio que a minha mãe adorava. Era um programa de variedades, haviam debates, utilidade pública, humor, música...Ao final de cada edição diária, o locutor, sempre se despedia mais ou menos assim: ¿Então, caros ouvintes, lembrem-se sempre; ¿esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação...¿
Ouvi esta despedida, muitas e muitas vezes. Como criança eu ficava me perguntando o que seria avançar para o alvo, para o prêmio da soberana vocação. Tudo aquilo me soava misterioso e estranho. Hoje, acho que começo a entender o que ele queria dizer.
A verdade é, proponha um alvo em seu coração. Tenha um objetivo de vida, e caminhe atrás dele. Lute mesmo, percorra todos os caminhos possíveis até encontrar o que procura. E se esqueça do que vai acontecer em seguida. Como? Em seguida? O texto não diz das coisas que ficam pra trás? O texto foi escrito por São Paulo, e estou querendo fazer uma nova leitura, cheia de licenças poéticas? Não. Eu explico. Se esqueça do que vai acontecer em seguida e deixe para trás, porque na hora que você tiver um alvo, muita pedra, muita rocha, muito tudo, vai rolar, desabar mesmo e tentar atingir você. Duvida? Eu não.
Sabe qual é a grande graça da vida? Enquanto você não tem um alvo, enquanto se aquieta em sua própria inércia; existem muitas pessoas queridas ao seu redor. Todos lhe aplaudem. Todos lhe dizem incansavelmente, do seu valor, talento e do quanto é especial. Dizem até o que você deve ser, fazer, sair e acontecer. Mas, na hora em que se propõe a seguir um alvo, seja qual for, qualquer um ...é que se pode perceber, quem é quem. E decepções virão... pedradas de lugares que você nem supunha, gente que você ama, que jura lhe amar, simplesmente não entende, se opõe... e atira pedras.
Não quero de forma alguma soar triste no que escrevo. Não. O que quero dizer é que quem se propôs chegar a algum lugar, não pode desistir no meio do caminho. Não há retorno pra quem pôs os pés na estrada, não há como se fechar as asas no meio do vôo... não porque não se possa simplesmente dar meia volta e pronto... não. Quando se parte em busca de um alvo, o mínimo que se espera é se chegar a ele. A jornada feita até então, seja ela do tamanho que for, foi feita com sacrifício, sonhos, e lágrimas... e ai é simples assim, não dá pra retornar... porque se houver um retorno, perdemos uma parte de nós mesmos... dá pra entender?
Dia desses li um livro fabuloso chamado, O Doador dos Sonhos... ás vezes penso em partilhar trechos deste livro, nesta casinha aqui... mas, ainda não cheguei a um consenso comigo mesma. Mas, parte do que ele, o livro, diz é isso; esquecer e prosseguir. Dor? Solidão? Rejeição? Falta de sorrisos e tapinhas nas costas? Não importa... prossiga. Você tem um sonho? Um alvo a alcançar? Você pode até parar no meio do caminho, mas, não retroceda jamais... e assim que possível; avance. E sabe porque você encontra rejeição? Porque lutar pelo que você quer ou pelo que você é, incomoda, destoa, dói. E por incrível que pareça, seus maiores opositores serão aqueles que você cria serem seus maiores amigos.
Eu não sei qual é o seu sonho neste momento, nem sei também, qual é a sua luta... o que eu sei é que você deve seguir, esquecer do que está acontecendo, deixar atrás e prosseguir para o alvo, para o prêmio. Não desista! Sabe aquela história, do show tem que continuar? Pois é... continue. E lembra, se as pedras estão vindo é porque você está no rumo certo.
Me despeço hoje como aquele locutor de minha infância, usando apenas um linguagem nova: ¿ não sou ainda tudo o que eu deveria ser, porém estou concentrando todas as minhas energias para insistir nesta única coisa; esquecendo o que passou e aguardando esperançoso aquilo que está a frente, esforço-me para chegar ao fim da corrida e receber o prêmio...¿ Filipenses 3: 13 e 14 Bíblia Viva.


postado por Verô às 1:36 PM

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Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Engraçado como as coisas acontecem em nossa vida... a gente quer tanto uma coisa e não percebe que ela aconteceu...pois é...eu deveria colocar um texto imenso e lindo... mas, estou tentando ficar quietinha... se eu falar, será extremamente pessoal, e pode ser que acabe sendo triste... mas, ganhei um presente. Mimi... valeu imenso! Desculpa a minha lerdeza em perceber...
Aumenta o som e escuta... sou euzinha... e se cansar e não quiser escutar, desliga o som!!!
Prometo voltar logo... estou tentando exercitar o poder do não...bjs e bjs....
postado por Verô às 12:54 PM

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Sexta-feira, Agosto 12, 2005

Dia cinzento. Eu cansadíssima. Nem sabia, se minhas pernas ainda agüentariam o próximo passo. Andava porque deveria andar, a bem da verdade queria ser içada, mas, não havia quem pudesse faze-lo. Meu peito apertado.Tanta coisa por fazer, ainda tanta coisa a precisar... e sinceramente, eu me perguntava se a vida era mais do que aquilo...mais do que isso... mais do que casinhas cinzentas no subúrbio, mais do que caras amassadas ás 6 da manhã no busão, mais do que churrasquinho de gato como diversão. Sendo bem sincera, o espírito nem estava tão sombrio assim, mas eu andara pelo shopping e as lojas lindas, cheirosas, apinhadas, gritavam contra minha carteira vazia, meu cartão de crédito proibido, meu saldo bancário vermelho. No dia anterior, a oposição, bela oposição, que em nada difere da situação, anunciara a proposta de um mínimo indecente com banho de decente... coisa pra brasileiro desavisado ver, antes de votar. Realmente, eu estava cansada.
Cansada, tendo que andar... foi quando a vi...no fundo do canal de água suja, repleto de detritos, misturando água de tudo quanto é tipo, com o que um dia deve ter sido um rio limpo e cristalino, uma garça. Branquinha. Linda! O que ela fazia ali? Não sei. De onde ela vinha? Não tenho a mínima idéia. Perto, não existem zoológicos, nem casas com grandes jardins, e ela ali... com seu porte lindo, seu bico comprido coçando as penas... eu sorri. Sentei na beirada do canal... fazia-se necessário sentar... descansar, sorver. Tive vontade de leva-la pra casa. Conversei com ela, perguntei tudo o que eu queria saber sobre...embora ela não pudesse me responder. A água suja passava por ela, e ela mantinha as patinhas sobre um monte de terra meio seco... levantava ora uma ora a outra, como que pra se esquivar de tanta podridão. Olhava em volta procurando uma saída, bicava a água, sacudia a cabeça e tornava a procurar.
Infelizmente não pude ficar muito tempo. Muita coisa pra fazer, e o corpo ainda precisava descansar. Dei tchau e fui embora... andei muito tempo olhando pra trás, vendo aquela imagem branca, no meio da sujeira, da água cinza, do dia cinzento. Coisa de maluco; a garça alegrou meu coração. Mas, olhar pra ela, me fez pensar em coisas belas, me fez lembrar de Deus que criou tudo o que é bom, me fez sentir, como se Ele me abraçasse naquele momento e me fizesse dar aquela paradinha básica, pra respirar e saber que existe algo além do ruim. Não sei os hábitos das garças, se curtem lixo, se isso ou aquilo, nada. Sei que sempre as acho lindas, imponentes e graciosas, elegantes, como se andassem sabendo quem são, donas de seu próprio caminho.
Pensei então, que existe sim algo além de casinhas necessitando pintura, de trabalhadores necessitando de sono e milagres, da falta de coisas interessantes pra se fazer, da falta de dinheiro, da corrupção, da roubalheira e do mal-caratismo. Existem coisas brancas, no meio da podridão...belas, lindas...basta-se ter fé pra ver. Basta acreditar, quando elas aparecem.
Hoje, tornei a passar por lá, mas, a minha garcinha havia ido embora. Que pena... se eu tivesse uma câmera, a teria fotografado, registrando assim, aquele momento de paz, em meio a tanta correria.

Beijo grande pra vocês e muitos momentos de paz neste sábado e durante o final de semana.

postado por Verô às 2:21 PM

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Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Ganhei o texto a seguir, há algum tempo... devo confessar, que sempre que o leio, repenso minha vida. Não sei quem é o autor, nem se figura em listas e correntes intermináveis. Sei que me faz bem, e gostaria que fizesse a vocês, também. Beijo grande e continuemos voando...

A lição das águias.

* A águia é bonita, atrativa, perspicaz. Mas não é simplesmente pela sua beleza natural. É porque ela tem a capacidade de se auto-avaliar e se reciclar constantemente. Chega um certo tempo de sua vida em que as penas da águia envelhecem e já não voam tão bem e nem são tão bonitas. Então ela sobe até um alto monte e arranca todas as penas velhas até que as novas nasçam novamente e ela consiga voar melhor e ficar mais bela.
Lição: Muitas vezes nós estamos cheios de ¿penas velhas¿ que precisam ser arrancadas de nossas vidas para darem lugar a uma nova beleza, para melhorar nossa performance, parar sermos pessoas melhores, e nem sempre temos esta capacidade de nos auto-avaliar e reconhecer aquilo que precisa ser mudado.

* Há uma época da vida da águia em que o seu bico apodrece, envelhece de forma que ela não consegue mais pescar bem ou emitir os mesmo sons... sabe o que ela faz? Ela vai até um grande pedra e bate com o seu velho bico na pedra até que ele se quebre e caia e dê lugar a um bico novo.
Lição: Nossa tendência é manter o mesmo ¿bico velho¿, não queremos mudar nosso discurso, não queremos evoluir nossas idéias, mudar nossos pensamentos, não queremos espelhar um novo sorriso ou emitir sons mais belos. Usamos as mesmas frases feitas, as mesmas palavras amargas, ou dizemos: ¿nasci assim, e já estou muito velho para mudar¿ ou ¿sou assim mesmo e pronto...¿ Muitas vezes estamos precisando de um bico novo! Para viver uma nova realidade de vida!!!

* A águia é uma das poucas aves, se não a únic,a que não anda em bandos... Ela voa solitária, não acompanha bandos e por isto é capaz de estar sempre subindo...
Lição: Não que sejamos uma ilha no oceano, alheio e alienados do mundo e das pessoas, mas as vezes precisamos ser solitários em nossos conceitos e pensamentos para não seguir a multidão, o que a massa pensa. Precisamos ter identidade própria, idéias próprias para estar sempre subindo... Mesmo sabendo que precisamos uns dos outros para viver...

*Quando uma águia sente que o vento está muito forte, ela dobra os joelhos e não tenta lutar contra o vento, ela deixa o vento lhe levar, com a ajuda do vento ela consegue voar melhor.
Lição: A maior demonstração de humildade de um indivíduo é quando ele se ajoelha. As vezes é preciso ser humilde para reconhecer que precisamos ¿deixar o vento nos levar...¿ que é mais fácil lutar a favor do que contra.
Ser humilde não para concordar com tudo, mas, para saber quando estamos precisando da ¿ajuda dos ventos¿, nas situações.
Ou apenas; ter paciência de esperar a tempestade passar.

postado por Verô às 12:42 PM

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Quarta-feira, Agosto 03, 2005

Existem duas palavrinhas que ouço há muito tempo. Na verdade, todos nós, crescemos ouvindo estas palavrinhas, minúsculas, ínfimas. Mas, por incrível que pareça elas fazem muita diferença. Como fazem. Sim e não. Não e sim.
O tempo todo estamos ouvindo, o tempo todo estamos falando. Dizem que existem pessoas do sim e pessoas do não. E ai, as classificam como pessoas positivas, otimistas, as do sim, logicamente e ou negativas, pessimistas as do não. Tenho pensado muito em sim e não, ultimamente, e percebi que tem gente que não sabe dizer; não. E tem gente que não sabe dizer; sim, já reparou? Comecei a pensar que vai além de ser positivo ou negativo, pessimista ou otimista...
Gente que não sabe dizer; não, engole sapos, vive farsas, fantasias e loucuras alheias, se lamuria pelos cantos enquanto carrega a pecha de bonzinho, mas, na verdade, carrega uma máscara. E é alguém que só sabe dizer sim...otimista? Discordo. Estranho, não?
Entre os sins e nãos que ouço, tenho buscado o equilíbrio. Procuro não me abater com os nãos do caminho, embora nem sempre isso seja possível, mas também nem me alegrar em demasia, a ponto de surtar, quando me surge um sim.
Já fui uma pessoa que vivia só de sim. Sim para isso, sim para aquilo, sim para o que eu não quero, sim para o que o outro quer, sim para o seu sonho, sim, não vou viver o meu sonho e por ai vai, e nem por isso fui ou me tornei uma pessoa otimista, que enxergava apenas o lado cor de rosa da minha vida.
Hoje tenho aprendido sobre o poder do não. E não é que eu queira ser apenas falante dele, mas, tenho descoberto nele, no não, muito poder. Muito mesmo. E é uma delícia, exerce-lo. Daí a minha busca pelo equilíbrio.
Mas, descobri que o não, pode ser um amigo. Um grande amigo.
Se alguém me desaponta, tenho o poder de dizer não a decepção. Assim: Não, não vou me entristecer, eu não mereço sofrer. Se não quero falar com alguém que me magoa, se não quero viver a fantasia do outro, se meu coração vai sofrer, é simples assim, digo NÃO. E no instante seguinte, me sinto bem, leve e feliz. Se o que vivo não é o que quero viver, ainda há um remédio, digo não pra minha ansiedade e seguro a onda. O poder de se dizer não é incrível... soando até como um mantra agradável aos ouvidos. O chefe desligou o telefone na minha cara? Não, eu não vou me importar com isso. O motorista do carro da frente, me mandou pra aquele lugar? Não, eu não ligo pra o que ele disse. Alguém fez uma crítica que não corresponde? Não, eu não vou me importar.
Tem gente,e infelizmente, e eu já fui assim durante muito tempo, que como só sabe dizer sim, acaba se magoando, estragando o dia, por conta de atitudes irracionais dos outros. Quer ver? Quando alguém briga com você, como é que transcorre o seu dia? Péssimo, tudo dá errado, você pensa que não deveria ter saído da cama? Diga não, a você, a chatice do outro, e ao seu sentimento. Foi ele que brigou, ele que estava errado, ele que desceu da cama com o pé errado e não você.
Tenho descoberto no poder do não, o poder de ser feliz.
Eu sei que pode parecer loucura. Sei sim. Mas, é simples assim. Não tenho culpa dos outros, preciso eu, dar conta de mim mesma. Vivemos em tempos onde todos dizem pra todos, curta o momento que a vida é curta. Somos hedonistas desde o ventre materno, queremos tudo pra já, pra agora mesmo, sem esperas, sem pagamento a prazo pela nossa felicidade. Acreditamos então que dizer sim a tudo que vem, é a solução. Não é mesmo.
O que descobri não é dizer só não, é dizer não pra se sobreviver.
Em contra partida; gente que não sabe dizer sim, não acolhe ninguém, não reconhece ninguém, é odiado pelas costas e nem percebe. Geralmente são pessoas que se acham superiores aos outros, olham por cima do salto alto e mantém a cara sempre amarrada. Pessimista? Talvez. Estranho...muito estranho.
E qual é a idéia? A mais simples possível: me amar. Dizer sim, quando for bom; dizer não, quando me anular. Sem egoísmos, sem recriminações, mas pelo prazer de se viver bem, pelo prazer de se andar de cabeça erguida, de poder continuar olhando nos olhos, de igual pra igual. Muitas vezes, dizemos sim, e só sim, não sabemos dizer não, na intenção de sermos acolhidos, de sermos recebidos, de sermos amados. E ai então, crueldade das crueldades; nos anulamos e quanto mais dizemos sim, mais o outro, mais o mundo nem nos nota. E nos deparamos frios, rotos e solitários...
Há poder em se dizer não... Um poder lindo, incrível, que só sabe quem usa essas três letrinhas mágicas. E por incrível que pareça, o coração sabe a hora certa de dizer não, a gente que muitas vezes, não escuta. O poder é tal, que quando se diz não, as asas, sabe aquelas? Se abrem e a gente voa.



postado por Verô às 2:07 PM

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