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Segunda-feira, Junho 27, 2005

O sofrimento pode não existir. Ele é algo que aprendemos a sentir dentro de uma situação que contraria a nossa vontade. A situação existe, mas sofrer dentro dela pode ser escolha nossa.
Terapia do sorriso...

Finanças: Se o dinheiro é "curto"...Sorri! O sorriso atrai a prosperidade.
Família: Se há conflitos...Sorri! O sorriso dissolve as energias pesadas.
Trabalho: Se o progresso parece lento...Sorri! O sorriso abre portas para novas possibilidades.
Amigos: Se alguns o desapontaram...Sorri! O sorriso é um imã para novas amizades.
Saúde: Se não está bem...Sorri! O sorriso fortalece as defesas do corpo.
Idade: Se ela te preocupa...Sorri! O sorriso emite a luz da jovialidade.
Solidão: Se ela aparecer...Sorri! O sorriso conquista boas companhias.
Amor: Se estás sem nenhum...Sorri! O sorriso torna-nos mais atraentes.

Há momentos na vida em que realmente não dá para sorrir.
Nesses momentos sorri para Deus: Ele há de retribuir o teu sorriso!

Muitos sorrisos e boa semana pra nós...

postado por Verô às 10:10 AM

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Quarta-feira, Junho 22, 2005

Ando pensando em criar outro blogg, pra falar das minhas lutas com meu peso... mas... isso seria assunto sério,e no momento eu não quero falar sério... bom... então ainda no pique pra relaxar, tõ divulgando um diário de dieta... tenho certeza, que muita gente boa vai se reconhecer por ai... bjs.

"Querido Diário,
Hoje começo a fazer dieta. Preciso perder 8 kg. O médico me aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito.Sinto-me de volta à adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo muito bom!

*Primeiro dia de dieta.
Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve...
Uma leve dor de cabeça, talvez.

*Segundo dia de dieta.
Uma saladinha básica. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. A cabeça dói um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.

*Terceiro dia de dieta.
Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão. Mas, depois de um tempo,percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.
Anotação: Nunca mais tomo chá de camomila.

*Quarto dia de dieta.
Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada, mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. A Jô comeu uma torta alemã hoje no almoço. Mas eu resisti.
Anotação: Odeio a Jô.

*Quinto dia de dieta.
Juro por Deus que se eu vir mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada
parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! E também com a Jô. Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa.Minha meta. Não posso perder o foco.

*Sexto dia de dieta.
Estou um caco! Não dormi nada esta noite. E o pouco que consegui, sonhei com um pudim de leite. Acho que mataria um, hoje, por um pedaço de brigadeiro...

*Sétimo dia de dieta.
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas. Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi
250 gramas! Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gorda e velha!
Anotação: Procurar outro médico.

*Oitavo dia de dieta.
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can.
Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje. A Jô disse que é porque estou parecendo o Jack, do filme O Iluminado.

*Nono dia de dieta.
Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a me acordar, dançando a dança-do-ventre, desta vez. Passei o dia no sofá, vendo TV. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. Ensinaram a fazer torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.
Anotação: Comprar outro controle remoto (num acesso de fúria, joguei o meu pela janela).

*Décimo dia de dieta.
Eu odeio Gisele Bundchen!!!!!!

*Décimo primeiro dia de dieta.
Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as secretárias se encostam na parede quando eu passo.

*Décimo segundo dia de dieta.
Sopa.
Anotação: Nunca mais jogo pôquer com o frango assado.Ele rouba.

*Décimo terceiro dia de dieta.
A balança não se moveu. ELA NÃO SE MOVEU!!! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. Assustado, o médico sugeriu um psicólogo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será porque eu o ameacei com um bisturi?
Anotação: Não volto mais ao médico; o frango acha que ele é um charlatão.

*Décimo quarto dia de dieta.
O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce.


*Décimo quinto dia de dieta.
Matei a Gisele B! Cortei-a em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.
Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.

*Décimo sexto dia.
Não estou mais de dieta!
Aborrecida com o frango, comi-o junto com o pão. E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce."
(Autoria desconhecida)




postado por Verô às 4:04 PM

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Segunda-feira, Junho 20, 2005

Na natureza nada se cria, tudo se copia, já dizia alguém por ai... pois é... era necessário desanuviar, tudo estava muito pesado, muito denso, então vamos relaxar porque ninguém é de ferro... no blog de uma amiga, havia uma brincadeira assim, então como nada se cria, tudo se copia, lá vamos nós...
Antes porém, quero dizer que na sexta, após postar vi que havia 13 pessoas online. Fiquei super-feliz, emocionada, mas, não tenho a mínima idéia de quem eram... gostaria de pedir pra quem passa por aqui, deixar o seu recadinho pra podermos trocar figurinhas e visitar outros blogs também, porque não?
E quero pedir também que depois de ler a minha brincadeira, me diga também três coisas (pelo menos) a respeito de você. Pode ser?
Então, a palavra de ordem agora é; TRÊS...

3 3 3 3 3
...coisas que me assustam:Violência
Solidão
Baratas

...pessoas que me fazem rir:
Léo,
Stéphanie
Sophia

...coisas que eu amo fazer:
Cantar
Escrever
Falar

...coisas que eu odeio:
Traição
Falsidade
Ser ignorada

...coisas que eu não entendo:
Amigo que se diz amigo, mas não é
Inveja
Arrogância

...coisas em cima da minha mesa:
Computador
Garrafa de água
Telefone

...coisas que estou fazendo agora:
Escrevendo
Pensando
Trabalhando (em tese)

...coisas que quero fazer antes de morrer:
Viajar pela Itália de ponta a ponta
Viver um grande e intenso amor
Escrever um livro
(não necessariamente nessa ordem...)

...coisas que eu sei fazer:
Cozinhar
Sabonetes
Contar histórias

...maneiras de descrever minha personalidade:
Mãezona
Teimosa
Chata/legal (deu pra entender?)

...coisas que eu não consigo fazer:
Deixar de ser sincera/transparente
Pintar
Gostar de matemática

...bandas/cantores que eu acho que você deveria ouvir:
Roupa Nova
Ivan Lins
Ana Carolina


...bandas/cantores que eu acho que você NUNCA deveria ouvir:
(sem nomes pra não ofender e também porque não sei...)
Grupos de pagode
Grupos de Funk (qualquer um)
Bandas de Heavy metal (qualquer uma também)

...coisas que eu digo frequentemente:
Obrigado nada! É dez reais.
Gentem....
Antes só, do que mal acompanhada

...das minhas comidas favoritas:
Strogonoff, arroz e batata palha
Tacos
Massas

...coisas que eu gostaria de aprender:
Html
Inglês ( de trás pra frente de frente pra trás)
Dançar


...coisas que eu bebo regularmente:
Água de côco
Suco de laranja
Coca-cola light

...programas de TV que eu assistia quando era pequena:
nenhum, não tínhamos TV em casa

...programas de TV que eu gosto de assistir:
Filmes
Casseta e Planeta
A diarista

E ai, quais são as suas 3 coisas?



postado por Verô às 4:53 PM

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Sexta-feira, Junho 17, 2005

Imagine a cena comigo:

Você apaixonadíssima e crente que o outro também está, por razões que você desconhece, sem muita explicação o outro some, deixa de telefonar, não se importa mais com você. Quando ele finalmente aparece, o que se passa é um diálogo do tipo, vamos discutir nossa relação, e vocês acabam desmanchando, o que aparentemente era um lindo romance. Você não consegue entender o que aconteceu. Você fez o seu melhor, apostou tudo, e apostaria muito mais se necessário fosse. O que deu errado? Você foi pegajosa? Mimou demais? Amou demais? De menos? Está muito gorda? Muito magra? Precisa pintar o cabelo? É muito óbvia? Ele conheceu outra pessoa? Você tem o direito e exige explicações. E sem, ou talvez com, muita convicção, ele diz que o problema não está em você. Que você é especial, que você amou de forma generosa, que você seria perfeita, mas, que ele não está a fim, e que por isso você merece ter o caminho livre e encontrar outra pessoa, que te valorize mais, que te ame mais, que corresponda aquilo que você espera.
Enquanto ele fala, você olha nos olhos dele, e percebe que ele está sendo sincero. Ele vai embora, e você se afoga em lágrimas, na caixa de bombom que está a mão, e passa dias vivendo em dissintonia com o mundo. E ao contar o seu drama para as amigas, todas elas sem exceção dizem que ele é um cretino, um burro, um imbecil, e que como não tinha nada pra falar contra você, deu o fora de maneira clássica, mas, dolorosa, cruel, e inverdadeira. E você acaba acreditando.

Plim-plim.

Você já viveu uma situação assim? Se já, sabe do que eu estou falando. Se você foi a protagonista do pé na bunda alheia, talvez possa concordar comigo.
Tenho pensado muito sobre amor ultimamente. Mas, principalmente sobre amor próprio. Muitas vezes vivi situações semelhantes. Me senti a última das criaturas, não conseguia entender onde, porque e como eu havia errado. O que será que eu dissera, fizera ou não, que resultaram naquilo. Como se eu fosse tão onipotente assim, que pudesse controlar o sentimento do outro. E ai, acho que criei uma nova teoria. Que no momento, tem me bastado, e que pode bastar a você, não é a teoria de: sou o máximo e o mundo é que não me compreende. Não, é a teoria de: amei, fui extremamente carinhosa e sincera, mas, o outro não quis porque ele tem o direito de não querer. Tem o direito de não reconhecer o que estou dando como amor. Ou pior, tem até o direito de ter tido tantos relacionamentos cachorros, que só sabe sofrer e quando é ofertado um com tudo de bom, corre.
Estranho? Talvez.
Houve uma época em minha vida que eu acreditava muito no amor. Acreditava que por pior que o resultado seja, o importante é amar, ofertar amor. E que dentro desse sentimento tão grande, a máxima deva ser: se você ama algo ou alguém, deixe-o livre, se ele voltar, será pra sempre seu. Depois de muitas portas na cara, nãos e lágrimas; acabei por esquecer meus primeiros princípios, se posso chamar assim, referentes ao amor. Me tornei uma pessoa amarga, insegura, pegajosa. Ao menor sinal de dificuldade em uma relação; muitas lágrimas e claro, um grande ataque. Básico. A melhor defesa é o ataque.
Ontem, porém, tive um grande estalo sobre tudo isso. Explico, e mais uma vez serei confessativa, coloquial... minhas verdades, passam a ser porque não, um diário. Se for boring, sorry. Verô levou um fora? Sei e não sei a resposta a esta questão. Eu estava quietinha no meu canto, amargurada, sofrida, sem querer nada com ninguém. Conheci alguém que pediu pra entrar no meu universo, meio desconfiada, deixei. Revelou-se a pessoa mais doce que eu já conheci, com uma passionalidade que excede a minha. Dono de um beijo que me fez tremer por inteiro, coisa que se aconteceu na minha vida, foi há muito tempo atrás. De repente, o senhor que fez esse estrago no meu coração, sumiu. Desapareceu. Escafedeu.
Em outros tempos, eu teria ligado, perguntado, questionado, chorado. Mas, ontem, como eu ia contando, a luz se acendeu. É uma hipótese, mas, pode ser que o tempo dele, não seja o meu. Tenho plena consciência, de que ofertei o que eu tinha de melhor. Minhas melhores palavras, meus mais nobres gestos, meu afeto sincero. A culpa está comigo? Não. Há uma corrente de pensamento que diz que á mulher cabe ficar sempre na defensiva, tornando interminável o jogo da conquista, pra que não se torne desinteressante. Pode ser. Mas, eu não consigo. Se quero, quero; se não quero, não quero, pronto, ponto. E onde entra a minha teoria?
Simples: ofertei o que de melhor eu tinha. Se ele não aceitou, se ele não quis, ou se ele conheceu alguém, que julgou ser mais interessante, é um direito dele. Lembra da idéia? Se você ama algo ou alguém, deixe-o livre? E eu também preciso dessa liberdade, desse saber que fiz o que estava ao alcance saber, e que não esperei ansiosamente por um resultado. Apenas fiz. Só.
Não sei se estou andando em círculos, ou se minha idéia fica clara. O problema é, penso eu, que nós mulheres queremos tudo muito explicadinho, muito claro, muito preto no branco. E se depois disso, ele aparecer, e disser que... enfim... mereço outra pessoa; ele está certo, e aí vai o final da teoria: Dentro da grande dificuldade de vocabulário sentimental do universo masculino, esta é a maior verdade que um homem pode lhe dizer. Esteja ele sendo cretino ou não. É verdade, você merece outra pessoa, que possa lhe amar com a intensidade que você precisa. E ele, sincero ou não, não tem isso pra oferecer. Direito dele.E ainda bem que foi verdadeiro com você.
Confesso que aquele que mordeu meu coração, não me disse nada. Talvez, porque lhe faltem palavras. Mas, eu as disse pra mim. E tenho que admitir que foi mágico: fiz o meu melhor. Se ele não sabe como lidar com isso... estou livre. E ele também. Se voltar, será meu. (Que lindo!) E se não, dei largos passos no aprendizado deste sentimento chamado amor. Mas, o principal, acho que descobri o caminho pra me amar mais, me respeitar mais, cobrar menos de mim. E porque não, fazer até um carinho em mim.
Penso que isso é abrir as asas pra o amor. Quero amar nas mais altas alturas, convidei alguém pra que voasse comigo. Ele não pôde, ou não quis. Mas, eu fui, e só lucrei com isso.
Finalizo com um poema de Mário Quintana, que acredito confirma tudo o que eu quis dizer:
"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama, ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

Beijos em todos os corações...


postado por Verô às 12:28 PM

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Sexta-feira, Junho 10, 2005

Bom... acho que vai dar tempo de escrever, então vamos lá. Pra compensar, dois posts num dia só...Esse é bem coloquial...

Nos últimos três meses, minha vida tem passado por grandes mudanças. Complicado falar sobre elas aqui, acaba sendo narcisistico, mas enfim...
O que acontece é que muitas vezes, colocamos máscaras, assumimos papéis e posturas que não são nossos, mas, esperam que sejam. Romper com essas coisas, buscar o próprio caminho, redefinir limites, descobrir o potencial escondido, crescer pode ser um caminho muito dolorido... pra si mesmo, e pra quem a gente ama, mas, que não sabe como lidar com o nosso novo eu.
Como eu ia dizendo, nesses últimos três meses, descobri coisas incríveis a respeito de mim mesma, da vida e do que eu quero pra mim. O processo ainda não terminou, mas, a gente segue caminhando. Dividi com os meus visitantes tais descobertas, falei sobre migalhas, sobre estar farta de só recebe-las. E hoje, me considero uma pessoa gulosa em relação ao que quero pra mim. Quero tudo. E quero muito. Falei sobre amor, sobre solidão e sobre chatice. E falei sobre o que mais me agrada falar, que foi a descoberta das minhas asas. Já expliquei e torno a explicar, ter asas, não é ser anjo, ou ter um deus dentro de nós. Asas são os nossos talentos, os sonhos, a vontade de crescer, e as oportunidades. Alguém disse que sou uma borboleta...acredito que sim. E... é capaz que esse seja o meu sonho, drag, mas, quero ser uma borboleta dourada.
O grande xis, relacionado ao que disse no começo é que descobri minhas asas, mas, não descobri a rota de vôo. E o interessante, é que tudo nesses últimos meses, tem vindo acontecendo num crescendo louco, num descobrir incessante. Devo confessar, que todas ás vezes, que saia de texto emprestado, era porque o texto era bom , sem sombra de dúvida, mas, porque havia uma grande frustração e um medo de escrever, e me revelar demais.
Descobrir o potencial, mas, não saber como, nem ainda ter aberto portas pra deixar o vulcão ir a erupção, pode ser frustrante e muito.
No meio de tudo isso, fiquei doente. As benditas endorfinas, foram embora. Buscas, buscas e buscas. Buscas por um melhor salário, por respeito, por ser ouvida, por um espaço só meu, por uma casa pra mim, por uma vida única e exclusivamente minha. Muitos nãos. Muitos mesmos. Alguns incapazes de suportar. Alguns amigos partilharam isso, na semana que meu nick no MSN era; lutar, lutar, cansar. Desistir, nunca! Andei me debatendo, debatendo mesmo, cantei durante bom tempo, aquela antiga canção: ¿a vida que me ensinaram, era muito normal, tinha trabalho, dinheiro, família, filhos e tal...¿
Pra completar tanta coisa, fiquei doente. Trenzinho bobo, que seria ínfimo, mas, enfim, que veio pra atormentar, atrapalhar mesmo. Sem plano de saúde, dependendo da boa vontade alheia, conta de antibiótico altíssima. Muita dor, muita dor, física e mental também. Vale a pena lutar? Me perguntava. Vale a pena abrir asas, querer mostrar toda a intensidade do meu dourado? Seria muito mais fácil, recolher, dobrar, voltar pra vidinha que eu tinha, viver tudo pronto, tudo esperado, tudo planejado.
Aí, tive o privilégio de passear pelo Rio de Janeiro. Não era um passeio, na verdade, eu estava trabalhando. Mas, pelo caminho, acompanhei quase que toda a orla. Que coisa linda!!! Esse Rio de Janeiro, com tanta violência, com tantos problemas, mas, com um mar lindo, um céu azulíssimo, um sol brilhante. Minhas asas coçaram e doeram. Gostaria muito de ter levado nesse passeio um certo alguém, que no meio dessa minha busca, tem me presenteado com respeito, valorização e porque não dizer, uma paixão por florescer. Se vai mesmo, o tempo nos dirá. Mas, certo alguém que desperta um sentimento, como diz nosso cantor Lulu, está distante. O suficiente pra se sentir saudade.
Acabei por atravessar a ponte rio-niterói aos prantos. Foi ai, que alguém falou ao meu ouvido: Você está lutando sozinha, por quê? Eu estou aqui, no mesmo lugar que você me deixou, tenho sonhos, e planos lindos pra vc. Ergui a cabeça e chorei, mais ainda, enquanto cantarolava; podes falar, Senhor, estou ouvindo... Ao que Ele me respondeu, não quero falar, quero lhe ouvir. Resolvi agradecer, pelo que viria, pelo que já havia vindo e pela linda baía de Guanabara. Confesso que fui abraçada, muito abraçada. Dormi embalada, como a muitas noites eu não dormia, amanheci sorridente e com a certeza de que minhas asas foram criadas, pra voar.
Semana passada, tive uma visita de Fei, aqui na minha casinha. Nunca havia me comunicado com ela antes, e fiquei feliz por ela deixar o recadinho dela. Não sei bem, se ela espera uma resposta. Mas, enfim, agradeço tudo o que ela escreveu. E digo mais, acredito em Deus, porque Ele é bom demais pra ter sido invencionice humana. Acredito em Deus, porque dentro de todos nós, existe um espaço pra crer. Fomos criados por Ele, para crer. Embora muitos crentes em Deus, falem contra o filme Todo Poderoso, eu já o assisti diversas vezes, e pra mim, ele é lindo, é um retrato pitoresco de quem nós somos, do nosso egoísmo e do livre-arbítrio e muito amor, e muitas novas chances que Deus nos dá. Se é um filme criado pra ser uma benção, eu não sei, o que sei é que gosto dele. Como eu ia dizendo, fomos criados pra crer. E todos cremos em alguma coisa, mas, eu escolhi acreditar em um Deus, que me ama, que quer o melhor pra mim, e que sem sombra de dúvida está perto de mim. Sobre o mal e a razão dele existir, a gente pode conversar depois...
Eu acredito em Deus, porque a minha semana se anunciava estupidamente horrível, porque a minha luta estava difícil demais de suportar. E Ele, o Senhor do Universo, sentou-se ao meu lado, conversou comigo e mais, tirou o peso dos meus ombros. É por isso que eu acredito Nele.
Ele, Deus, quer que todos nós abramos nossas asas. E tenhamos vida e vida em abundância. E se o processo pra sair do casulo e livrar-se daquele líquido gosmento, for dolorido, Ele nos ajudará, tenho certeza plena disso.
Beijo grande. Bom Final de semana. Feliz Sábado. E que o bom Deus, continue guiando nossas vidas.




postado por Verô às 11:17 AM

Comments:

Gentem...minha semana foi puro stress, tenho um texto na cachola, sob medida pra contar minhas aventuras, mas, ainda não foi desta vez. Na verdade, estou tomando coragem também, pra tornar esta minha casinha, um espaço mais confessativo. Li todos os comentários do texto anterior, e prometo responde-los. Até porque a semana foi extremamente dolorida e no meio da minha dor, eu ouvi a voz de Deus, me acalmando, direcionando, enfim... dizendo pra mim, o quanto eu sou amada e importante pra Ele. Nada místico, tudo muito real. Em suma, fui muito abençoada mesmo.
Porém, recebi um texto e é com ele que vou hoje. Talvez seja conhecido,mas... também tem haver com a minha semana. Que prometo contar em detalhes.
Muitos beijos, fiquem com Deus. E ânimo!!!

Sobre salário...

Há uns 30 anos atrás, o Mário Henrique Simonsen decretou o valor do novo
salário mínimo em Cr$ 76,80.
(Mário Henrique Simonsen era o Ministro da Fazenda. Uma espécie de Palocci,
com muito mais poder)
- Cr$ (cruzeiros) era a moeda da época. É a única coisa igual a hoje: não
valia nada, igual ao Real.


Bom, continuando a história:
Quando o salário mínimo foi decretado em Cr$ 76,80, todo mundo se
perguntava, porque este número cabalístico e não Cr$ 80,00, redondos. Ou,
pelo menos, Cr$ 77,00.
O Jornal o Pasquim então publicou uma capa, com uma charge do Simonsen,
diante de um quadro negro cheio de cálculos, dizendo:
-Vou explicar para vocês como foi definido o valor do salário mínimo (para
os desinformados, Simonsen era um brilhante professor de economia), e
apresentava os cálculos:


-Preço de um cafezinho: Cr$ 0,12
-Preço de um pãozinho francês: Cr$ 0,04
Uma pessoa normal vive muito bem tomando um cafezinho e comendo um pãozinho
(sem manteiga), quatro vezes por dia.
Portanto: (0,12 + 0,04) x 4 = Cr$ 0,64
Uma família tem, em média, 4 pessoas.
Logo: 0,64 x 4 = Cr$ 2,56
O mês tem 30 dias (isto, até quem ganha salário mínimo sabe):
Assim: 2,56 x 30 = Cr$ 76,80.
Logo, o salário mínimo tinha que ser de Cr$ 76,80. Nem mais, nem menos.


===========================================================================


Será que esta "explicação" serviria para justificar os R$ 260,00 do salário
mínimo de hoje?
Vejamos:
-Preço de um cafezinho: R$ 0,70
-Preço de um pãozinho francês: R$ 0,25
Uma pessoa por dia:
(0,70 + 0,25) x 4 = R$ 3,80
Quatro pessoas:
R$ 3,80 x 4 = R$ 15,20
Em um mês:
R$ 15,20 x 30 = R$ 456,00.


É............ a conta não fechou. O BRASILEIRO TÁ COMENDO MENOS.
postado por Verô às 8:00 AM

Comments:

Sexta-feira, Junho 03, 2005

Olá... mais uma vez, texto emprestado... desses que circulam, mas, que me fez pensar muita coisa, muita mesmo. Bom... o final de semana está aí, alguns vão adorar a Deus no sábado, outros no domingo. Independente do dia, acho interessante tirar um tepo pra conversar com o Rei do Universo, que na verdade é nosso Pai...contar pra Ele como foi a semana, os projetos e as pedreiras que aguardam na próximas, essas coisas. Espero que o texto sirva como reflexão e porque não dizer de comentários, também... aceito de todos. Beijos.


Aula do Curso de MBA Executivo - Gestão em Serviços da UFPE.

- E o mal... existe?
Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida - respondeu o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir,
mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar
quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que
surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.

E ai galera existe ou não?

postado por Verô às 12:59 PM

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