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Segunda-feira, Maio 30, 2005

Agora quem escreve sobre saudade sou eu. Sem querer ser repetitiva, é claro...nem plagiar... a verdade é que eu já havia falado que depois do final-de-semana era bem provável que estivesse saudosa. Pois é... então...

Fiquei pensando que saudade nada mais é que a inquietação. Há uma canção que diz da saudade do que eu ainda não vi... mas, presta atenção, saudade é a inquietação daquilo que a gente quer e não tem. Daquilo que se sabe, mas, na verdade não se sabe, do que se sonha e não se concretiza.
Saudade é a inquietação de ter estado lá, ter visto, ouvido, sabido, e não ter ficado. É a incerteza do que vem a seguir quando não se obteve a resposta esperada, ou ainda não se colocaram todas as cartas na mesa. Saudade é a inquietação que a alma sente quando na boca figura o gosto do beijo que não está presente. Saudade é a inquietação da vontade, do querer dividir, do que não se tem, nem se sabe se vem.
Saudade é a inquietação dos cinco minutos restantes pra o final decisivo do jogo. Saudade é a inquietação da espera no aeroporto, se ela vem ou não, se vai gostar ou não, se vai rolar ou não. Saudade é a inquietação das borboletas no estomago, que teimam em voar quando se ouve a voz dele. Saudade é a inquietação do silêncio, da brisa a beira mar, num lindo pôr-do-sol. Saudade é a inquietação da espera. A inquietação que a alegria da conquista e admiração traz. Saudade é a inquietação de querer ver o todo, quando se pode apenas olhar em separado.
Saudade é a inquietação carregada de frustração pela informação que foi negada e depois exigida. Saudade é a inquietação daquele buraco imenso que cada um de nós carrega na alma, e que faz buscas loucas para preenche-lo. O vazio da alma. Saudade é a inquietação existente entre o espaço imenso e o infinito. Saudade é a inquietação do que nos rouba o sono e nem nós mesmos sabemos o que é.
Saudade é a inquietação de percorrer aquele caminho velho nosso conhecido, que só nos trouxe felicidade e prazer. Saudade é a inquietação de lhe acordar sem saber se você vai me sorrir, me olhar nos olhos e se esconder enquanto falar. Saudade é a inquietação dos sonhos não realizados. Da companhia perfeita, de finalmente se encontrar, descansar e seguir em frente.
Saudade é a inquietação do poder de suas asas, mas sem saber qual é a rota de vôo.

postado por Verô às 5:41 PM

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Quarta-feira, Maio 25, 2005

Estou indo de texto emprestado de novo, não sei se o autor procede, e nem sei se tem haver com o momento que vivo. Mas, achei lindo e achei que valia apena postar. Talvez, quando o feriado terminar, eu esteja mesmo morrendo de saudades, então...

SAUDADE
Texto de Miguel Falabella


Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica,cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, não saber se ele aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial.
Não saber se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Não saber se ele continua preferindo Malzebier,
Não saber se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o MC Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...


postado por Verô às 9:47 AM

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Quinta-feira, Maio 19, 2005

Logo cedo quero falar sobre o amor. Dormi embalada pela idéia dele e acordei sorrindo.
Impressionante como é verdade que precisamos de amor, sonhamos com ele, e só nos sentimos imensamente vivos, quando ele bate a nossa porta. O engraçado, é que sempre pinta uma dúvida; amor ou paixão? Alguns, preferem não arriscar. Eu opto pelo risco, pela descoberta, pelo descobrir-se, pelo permitir-se.
Engraçado o que a gente faz em nome do amor. As loucuras que a gente faz, por causa desse sentimento inebriante chamado amor. Tipo: sem dinheiro, lenço ou documento, se aventurar pelo mundo a fora, para por alguns instantes estar perto de quem se ama. Outro exemplo? Pintar o cabelo, comprar aquela roupa, trocar de perfume, recarregar os créditos do celular, mandar flores sem ser ocasião, gastar muito mais do que se pode num jantar, pichar o muro da frente da casa do outro, ligar no meio da madrugada só pra ouvir a voz cheia de sono do amado, e por ai vai... você tem os seus exemplos, com certeza. Infelizmente, tem gente que comete coisas horríveis, atos medonhos em nome do amor. Matam, roubam, estupram, ferem, amaldiçoam, começam guerras em nome do suposto amor, continuam presos a pessoas que não as vêem, ouvem ou muito menos sabem delas; ficam ao lado de quem tem vergonha delas, e por ai vai. Pura falta de amor. Tristeza.
Mas, alegres são aqueles que foram abençoados, com a chegada de alguém simples, diferente, aventureiro, mas, que declara amor. Ou ainda, felizes são aqueles que são presenteados com a presença de alguém muito igual, parecido mesmo, mas que tem paciência, que quer estar presente e que declara que ama. Afortunados são aqueles que tem alguém pra sonhar, uma lembrança pra guardar e um lugar pra se ir. Sortudos são aqueles que descobrem a poesia que há dentro de um coração sincero, que só quer cuidar, proteger e amar. Satisfeitos ficam, de verdade, todos aqueles que sabem que encontraram alguém pra dividir o pão com manteiga, o sacolejar do ônibus, as idéias e porque não dizer; os sonhos não realizados. Esperançosos são aqueles que sabem que mais tarde serão coroados com tudo isso.
Logo cedo quero falar sobre o amor. E falarei sempre que se fizer necessário , e repetirei toda a ladainha, se ainda não for o que eu aguardo que seja. Mas, me sentirei grata, feliz, recompensada todas as vezes que ele, o amor, bater a minha porta. E se não for amor? Não me importo, vivo a paixão desse momento, e continuo aguardando, sabendo, crendo que ele vem.

postado por Verô às 9:57 AM

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Quinta-feira, Maio 12, 2005

Hoje passei na frente de uma loteria e vi que mais uma vez, a mega-sena está acumulada. Por poucos segundos visualizei como seria minha vida, se eu fosse a feliz contemplada com o prêmio de dezessete milhões de reais, sozinha. Ri comigo mesma. Primeira coisa a fazer, após receber o prêmio, seria sumir. Definitivamente, meu chefe só ouviria minha voz na caixa postal do meu celular. Não estou reclamando do meu emprego, que isso fique bem claro, mas, se eu fosse dona de 17 milhões de reais, eu não precisaria mais trabalhar. A próxima coisa que eu faria, iria pra um spa, daqueles maravilhosos que aparecem na tv, e enquanto estivesse por lá, negociaria a divulgação do meu cd com tudo do bom e do melhor.... depois, antes de aparecer, faria aquela big plástica, lipo-escultura e o escambal, só pra andar por ai rebolando e fazendo inveja. Ainda pensei nas pessoas e projetos que gostaria de ajudar, quando subitamente fui cortada pelo meu senso de pé no chão, que me perguntou se eu conhecia alguém, qualquer pessoa mesmo que tivesse ganhando na loteria. Ri. E ai, eu pergunto a você, você conhece alguém que ganhou algum prêmio na loteria? Deduzo que sua resposta foi igual a minha: não. Um alto e sonoro, NÃO.
Confesso que fico um pouco na dúvida... o meio que eu circulo, é evangélico. E temos pra nós, não sermos ligados e não investirmos em jogos de azar ( ou de sorte, como preferir). Mas, a esmagadora maioria dos meus vizinhos, não é evangélica e eu realmente, nunca soube de ninguém. Ao me dar conta da possibilidade, ou impossibilidade de ganhar os benditos milhões... eu ri... e pensei em como até em sonhos, duvidamos do que podemos alcançar.
Ultimamente tenho pensado muito, que todas as pessoas são dotadas de asas lindas, imensas e talvez, douradas. Mas, infelizmente a grande maioria não sabe. Já falei sobre isso antes, e não quero chover no molhado. Mas, a verdade é, que desconhecemos nossas asas, e por isso vivemos nos contentando com migalhas. Não falo de asas, como seres angelicais, falo asas, das possibilidades, dos talentos, do tudo de bom que todo o ser humano carrega dentro de si, generosamente concedido por Deus. O que tais asas tem haver com meu pensamento sobre ganhar na mega-sena? Simples... a gente fica adiando o momento de ser feliz. Simples assim.
Sem ser hedonista, nem imediatista, nem da filosofia do fast-food, e nem repetitiva, é claro... a gente fica adiando a alegria, o prazer do encontro, o desfrute dos sonhos, porque ignora as asas, ou sei lá o quê... é claro que se eu ganhasse milhões seria muito bom, mas, quem disse que é a partir desse momento que eu serei feliz? Ou ainda, quem disse que é depois do spa, da plástica e da lipo, que eu poderei me achar como pessoa? Quem foi que disse, que eu preciso de tal carro, de tal casa, ou de tal e tal e tal pra ser feliz?
A felicidade se encontra nas pequenas coisas. E no risco que assumimos em nome dela. É crescente o número de pessoas, que chora a própria sorte e solidão, mas, que investe em zilhões de relacionamentos virtuais. Eu confesso, que tenho muitos amigos virtuais, que são super-gente-boa. Mas, eu descobri que quero mais, muito mais... e na medida do possível, trazer essas pessoas pra o meu mundo real. Tem gente que infelizmente, se contenta com isso. Tem muita gente, que não está feliz aonde está, nem com quem está, nem da forma em que vive... mas, vive de sonhos, dos dias melhores que virão, sem em nenhum momento, caminhar para concretizar tais esperanças. Tem gente que fica anos e anos investindo em relacionamentos falidos pelo medo do desconhecido. Pelo medo de amar de verdade, pelo medo de se arriscar e consequentemente ser feliz.
Não dá pra adiar, postergar, ou ficar a espera. Talvez, por muito se sofrer ou o peso dos anos, nos torne mais ponderados, cautelosos, mas, será que vale a pena? A vida é um risco constante. Já se deu conta disso? A bala perdida, o carro em alta velocidade, o pivete na tentativa de assalto, ou mesmo o enfarte. Sem ser trágica, as oportunidades que perdemos todas elas, uma a uma, porque pensamos que só seremos felizes se tivermos isso ou aquilo, ou naquele dia, daquela forma, com aquele ou aquela pessoa.
Descobri que minhas asas são grandes, douradas, imensas. Eu quero é mais. Eu quero agora. Eu quero voar. Eu quero o risco. O risco de viver, de sorrir, de amar, de sonhar o real, de me encontrar, de te encontrar, de ser feliz.

postado por Verô às 7:59 PM

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Segunda-feira, Maio 09, 2005

Procuro a fragrância ideal, que tenha a marca, a força e a personalidade única de uma grande e incrível mulher; minha mãe.
Talvez o que digo soe como propaganda de perfumaria, mas a verdade é que sou uma pessoa muito ligada a cheiros, e de repente neste afã por um presente de dia das mães, fiquei procurando por um perfume que expresse o que ela é pra mim.
Precisa ser um perfume forte, que contenha toda a força que ela sempre teve. Mamãe agüentou muitas barras, fez muitos sacrifícios, andou milhares de léguas a mais, segurou muitas lágrimas, enxugou as de todos ao seu redor e manteve seus olhos secos. Enquanto o mundo desmorona e parece estar num caos profundo, mamãe sempre tem aquela pose de porto seguro, de ancoradouro certo. Poucas vezes eu a vi prostrada, então preciso mesmo, de algo que seja forte.
Mas, precisa ser também, um perfume doce, porque mamãe também o é. As histórias de mamãe contadas sempre com sentimento, as cartas que ela me escrevia com caligrafia firme, decidida e doce, repletas de conselhos e sugestões do tipo; não desista. O abraço matutino tão terno, quente e cheio de boa energia. Lembro ainda, de quando eu era criança e acordava cheia de sono, e ela diligentemente me arrumava pra escola e depois de eu vestida, por alguns minutos me abraçava, me deixava cochilar em seu colo e me dava um beijo. Sim, o perfume que procuro pra mamãe precisa ser doce.
Além de ser doce, ele precisa ser suave. Mamãe é suave. Muitas vezes eu mesma quis, que ela fosse mais impetuosa, decidida talvez, porque não dizer passional, mas, mamãe é suave. Ponderada, pode ser mais próximo a essa idéia de suave. Analisa todas as opções, antes de se decidir pelo melhor. Age com cautela, caminha de forma suave. Não se apressa...ainda por cima, mamãe tem o dom de aliviar fardos. Impossível esquecer todas as tempestades que passei, e gentilmente ela as acalmou, ouviu, aconselhou, me levou pra lugares calmos, suavizou o fardo difícil de carregar.
Apesar de ser forte,suave e doce, ele necessita ter também algo de cítrico, porque não dizer ácido...seu senso de humor tão presente, gentil, observador, crítico, mordaz, dariam as notas cítricas dessa fragrância. Algo assim, que pudesse ser usado no alto verão, e que de forma alguma ferisse o olfato.
Mas... fico pensando que dentro dessa fragrância que procuro, o perfume precisa conter notas de uma canção. Uma música que evoque uma canção de ninar, mas que tenha o som forte de uma poderosa orquestra. Um perfume com notas de canção, porque mamãe, tem sido pra mim, poesia e música. Não carrego uma lembrança sequer que não registre, mamãe cantarolando alguma coisa. As vezes, antigas marchinhas de carnaval; outras, músicas românticas, ou ainda uma ária mais popular. Sim, mamãe, me lembra muitas canções.
Difícil imaginar uma fragrância cantante? Talvez.
Tenho pensado também, que além de todas as nuances que um perfume contém, o perfume que procuro deve ser aquele que apenas uma heroína usaria, ou que se aventurasse a sê-lo, sem na verdade, nunca ter se dado conta do fato. Confesso que andei bastante, entrei em diversos lugares, perguntei pra muitas pessoas, mas, não achei a fragrância que procuro. Mas, achei sim, a presença forte, firme, doce, cítrica, suave e marcante dela em minha vida. Achei a presença dela nas canções que me embalam, que me fazem caminhar, e na vontade imensa de sair do lugar comum, e adentrar para uma vida significativa. Achei o cheiro do seu amor, da sua vontade, do seu ouvir e de sua sabedoria dentro de mim, me fazendo crescer, me incentivando a ser melhor, e definitivamente, querendo que eu cresça sempre, sempre e sempre.
Mãe, obrigada por ser essa fragrância incrível, pra mim.


postado por Verô às 9:16 AM

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Quarta-feira, Maio 04, 2005

Recebi um daqueles imensos emails que passam e repassam pra muita gente, confesso que não sou muito adepta dessas correntes, mas, acabei lendo por pura curiosidade. E acabei gostando.... resolvi então posta-lo por aqui, porque acredito em tudo o que ele diz... apenas não acredito que tenha sido escrito por Arnaldo jabor, como dizia no email. Se foi realmente, mil desculpas pela dúvida. E se não foi... bom... cabe como parte das minhas verdades, porque do alto das minhas celulites, ou do lado delas, ou ainda....rsrsrrs.......convivendo diáriamente com elas, me considero muito gente boa, pra não dizer outras coisas.
Em tempo, a linguagem do texto, não é algo que eu usaria, mas... como já expliquei, gostei. Então, acho que chega de explicação, vale a pena ler.
BUNDA DURA

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!

Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.

b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.

c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.

Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.




postado por Verô às 9:08 PM

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Segunda-feira, Maio 02, 2005

Escrevi o texto a seguir, há uma semana. Exatamente dia 25/04... a situação era real, e o texto entregue foi quase igual a este. Confesso que me diverti... se vai rolar o emprego, ai são outros quinhentos... bjs.

Fui convocada a fazer uma prova. Tentativa de emprego, num país de desempregados. No meio da prova, uma redação pra fazer. O tema/título ¿ a importância do lazer¿. Ao lê-lo, ri. Já havia lido sobre o assunto, fora um imenso obstáculo em vestibulares passados. Então primeiro cuidado a se tomar; não confundir lazer com laser. Claro, sempre é bom lembrar.
Olhei pra folha em branco. Pediam que eu fizesse a redação em 15 a 20 linhas. Continuei rindo. Sorrindo. Vontade imensa de gargalhar.Descobri a respeito de mim,o óbvio, o inevitável; sou escritora e não fazedora de redações. Mostro meu portfólio se necessário. Mas uma redação assim, básica, daquelas que não faço a milênios? Só rindo mesmo pra desopilar. Em 20 linhas? A importância do lazer? Mais risos interiores.
Enquanto pensava, cogitei a possibilidade de pedir a próxima prova. Será que posso? Mas enquanto idéias e risadas me ocorriam, a importância do lazer ficou clara pra mim. Como seria bom se todas as pessoas sempre, em todos os momentos pudessem relaxar e rir das situações estressantes. Como não é possível, há um momento necessário para tal. Denominaram então, tal momento de lazer. Lazer então é nada mias do que sinônimo de prazer, descanso, diversão saudável.
Todo trabalhador deveria ter direito ao lazer assegurado na constituição, garantindo-se proventos e tudo o mais. Em tese, férias existem para isso. Mas...sem que percebamos a importância do lazer se torna clara; se não há lazer, não há pique pra se voltar ao batente na segunda-feira. A importância de um tempo para lazer é tão importante que nos fale contra o caos reinante no trânsito, a violência, e em outro bloco nos atestem o fato, médicos, terapeutas, clínicas e spas.O lazer é objeto raro e precioso, tanto que Deus o garantiu a nós, nos dando o sábado.
Só pra concluir, penso ainda que desconhece a importância do lazer, quem desconhece o sentido do viver.


postado por Verô às 10:49 AM

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