Verô - alguém aprendendo a escrever
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Fiquei sem saber exatamente com terminava o ano de 2004... explico; aqui no blogg... parece que os dias de feriados e festas são consumidos em um corre-corre sem fim, que a casa está sempre cheia de gente e ai como que por encanto as idéias fogem. Tenho andado em câmera lenta... parece que os dias estão correndo bobos, a pretexto apenas de acontecerem. Não sei se isto é fato pra todo o mundo, ou só pra mim...o que é fato é que final de ano é época pra aquele famoso balanço do que realizou-se ou não... ai junta a tpm, os problemas que foram empurrados pra de baixo do tapete, rabanada e otras cositas más... e ai; indigestão na certa.
Mas... de uma forma ou outra sempre somos abençoados, e isto é sempre bom lembrar e repetir... então... acabei por abrir uma revista e ler um artigo que ajudou a redirecionar o meu barco...O autor do artigo, dá um fórmula pra infelicidade... achei interessante e quero transcreve-la aqui:
¿A fórmula da infelicidade.
por: Alberto Goldin
1 ¿ Para ser infeliz é necessário pensar obsessivamente nos erros do passado. Nada é tão eficaz para a infelicidade quanto recordar, recriar e cultivar atitudes equivocadas sobre as quais já não temos controle. Não basta se arrepender é preciso viver este estado com queixas sistemáticas e mímicas faciais.
2 ¿ Nunca rir. O riso e o humor são sinais inequívocos de estar de bem com a vida e tal estado é incompatível com a infelicidade.
3 ¿ Sempre pensar no que estamos perdendo. É óbvio que qualquer opção na vida, casar, separar, viajar ou não viajar é o resultado de uma escolha que uma vez tomada, automaticamente descarta a opção oposta. Se conseguirmos arruinar uma viagem para Paris porque estamos perdendo Londres, teremos o modelo exato deste comportamento. Assim, é possível transformar qualquer momento da vida em fracasso, o que ajuda bastante á infelicidade.
4 ¿ Pensar que é cedo demais ou tarde demais. Este é um argumento imbatível. Como toda decisão na vida pode ser antecipada ou adiada, nunca estaremos na hora e lugar certos, o que colabora bastante para o desânimo e a depressão. Este item é usado com freqüência por infelizes que (suspirando) dizem: ¿Já tenho 30 anos! Ou 40! Ou 50! Ou 60! E imediatamente entendemos que acreditam que já passaram o melhor momento que, obviamente, foi desaproveitado.
A infelicidade, tal como verificamos, exige muita criatividade e inteligência, porque a vida de todo ser humano oferece uma infinidade de oportunidade e alternativas e não é fácil arruína-las completamente. Por maior que seja a força contra, sempre surge alguma esperança...¿ ¿ Revista O Globo ¿ 19.12.2004
Bem... li o artigo e pensei no caminho que quero para o próximo ano; ser feliz. Então... é só começar. Mãos á obra e um 2005 muito feliz, pra todos nós!
postado por Verô às 10:55 PM
É quase natal. Confesso que meu coração, já foi mais receptivo a esta data. Já me emocionei mais, acreditei mais, e por que não dizer que esperei milagres também. Possivelmente as ilusões da infância, me fizessem ansiar pelo natal, por seus presentes, cheiros saborosos, comidas irresistíveis.Mas agora não, ando mais cética... mais fria, menos esperançosa.
Porém, hoje sai para comprar os últimos presentes. Uma chuva torrencial, muita gente andando nas ruas, lojas absurdamente apinhadas e eu me perguntando quem é que inventou essa história de presentes nesta data, porque é loucura sair, comprar, enfim...cansada... stressada... achando que tudo na vida é só comércio e nada mais.
Lá pelas tantas, parei numa pastelaria. O horário do almoço já havia passado a bom tempo e meu estômago dava sinais de revolta. Comi e na hora em que fui pagar, desejei ao caixa um feliz natal. Ele é um chinês, que mal sabe português...sabe contar, os preços dos produtos e os sabores dos pastéis, muito mais que isso seria exagero. Mas no seu chinoguês, ele me retribuiu o cumprimento com um big-sorriso. Quase fui engolida por seu sorriso. Puro, sincero, de alguém que ainda acredita na vida. Olhei pra dentro de mim mesma... Gostaria de ter dado aquele sorriso.
E ai, pus-me a pensar... O que é o verdadeiro sentido do natal? Como cristã professo crer que esta data nos remete ao nascimento de Jesus, o que não é provavelmente verdadeiro porque na Palestina nesta época do ano é muito frio e se Jesus, bebê recém-nascido tivesse que enfrentar os rigores de um inverno na manjedoura...Bem, conjecturas de minha parte. Mas já que professo isso, o que falta pra que eu perceba a grandeza desta data?
Já percebi que não são os presentes, nem são as festas, e infelizmente não são os familiares reunidos, embora seja bom, não são estas coisas que fazem o natal. Fiquei pensando que o natal é Cristo no coração e a reflexão que Sua doce presença traz pra mim. È aquela análise do ano que está acabando, é o meu contar as dádivas recebidas... Tanto as boas quantos as ruins, percebendo que em todas elas, caminhei para o meu crescimento. É ter o prazer de colocar a cabeça em meu travesseiro e dormir tranqüilo. É saber-me dona do meu espaço, consciente dos meus atos, aprendiz do novo e sempre em busca de algo. É dispor-me a perdoar, amar de novo, repartir o que tenho e ainda ter tempo pra sonhar. Fiquei pensando que esta é a grande magia do natal, ouvir a voz do coração, não desistir, renovar as energias para um novo ano que logo virá. E pra você? O que significa o natal?
postado por Verô às 10:35 PM
Eu gostaria de ser grande o suficiente pra não me importar com coisas pequenas, sem valor.
Eu gostaria de ser fria o bastante, pra não me doer o peito diante das injustiças.
Eu gostaria de não ter tanto amor, e assim poder retribuir em igual moeda, quem caçoa de mim.
Eu gostaria de ser bela o suficiente, não para atrair todos os olhares, mas apenas um, em particular.
Eu gostaria de ser inteligente o bastante, pra não precisar abrir o dicionário, sempre que a dúvida aparece.
Eu gostaria de ser um ás ao volante pra não me sentir insegura, quando o trânsito está carregado de mais.
Eu gostaria de cantar como a Celine Dion ou a Mariah Carey para não tremer nas bases quando tenho de enfrentar um público novo.
Eu gostaria de ter o emprego perfeito, aquele que a gente trabalha apenas por amor e assim eu voltaria para casa, todos os dias, mais leve.
Eu gostaria de não ter memória, pra me esquecer dos próprios erros, tropeços, fracassos e das pessoas que eu magoei.
Eu gostaria de não ter medo, diante de uma barata ou quando falta luz... e nem preciso dizer o porque, não é mesmo?
Eu gostaria de não me sentir impotente, quando vejo pobreza, miséria e falta de amor.
Eu gostaria de ser sábia o suficiente, pra ter todas as respostas pra tudo o que acontece no mundo... pra ter todas as palavras, as melhores, mais doces e ternas pra um amigo que sofre, que passa um momento de dor.
Eu gostaria de ser mais paciente, mais perdoadora, mais positiva diante dos fatos...
Mas sabe... se todos estes meus defeitos não existissem eu não seria o que sou, eu não viveria como vivo, eu seria perfeita e nem eu mesma me suportaria...
Então sigo a vida vivendo... uns dias calma, outros agitada, alegre, triste, infeliz, cheia de piadas pra contar... sem entender, sem saber, mas nunca deixando de acreditar que por maior que seja a dor, maior que seja o desamor, maior que seja a não razão do meu não saber, vale a pena viver... vale a pena olhar pela janela e ver o sol brilhar, mesmo que depois de uma noite mal dormida.
Vale a pena porque a cada nova experiência, eu só atesto a mim mesma, que estou viva. E como é bom estar viva. Como é bom este tum tum no peito, ainda que dolorido, mas incrivelmente bom...
Ps. : Martinha... escrevi este texto pensando em você, minha doce amiga virtual, por maior que seja a dor e mesmo que você não tenha as respostas... não se entregue a dor. Você é muito especial, viva em abundância, sempre! Beijo no seu coração.
postado por Verô às 12:22 AM
Eu sei... tô sabendo... é necessário atualizar de verdade o meu espaço... prometo faze-lo em breve... logo mesmo. bj grande!
postado por Verô às 10:28 AM
Entrei numas de na natureza nada se cria, tudo se copia. A verdade é, que estou escrevendo um texto sobre o mundo ser das mulheres... ainda não conclui, mas, enquanto isso... temo este textinho aqui...por favor sem ofensas, ok?bjs.
Oração das mulheres.
Deus, eu lhe peço:
Sabedoria para entender o homem,
Amor para perdoá-lo,
Paciência pelos seus atos;
Porque Deus, se eu pedir força...
..Eu bato nele, até mata-lo!!!
postado por Verô às 11:38 PM
Umbigo. Senhor Umbigo. O nome dele deveria ser este, mas, infelizmente, não é. Podemos chamá-lo de João, José ou mesmo Mané... Acontece, que todas as vezes que se olhava pra ele, tinha-se a sensação de se ver um imenso, enorme, grandissíssimo umbigo. Poderíamos, até cantarolar uma musiquinha; Umbigo, umbigo, U M B I G O !!!!
Não é necessário imaginar que fosse gordo, para ser considerado um umbigo, muito menos enrugado ou engelhado, nada disso. Ele era apenas, a personificação, clara e perfeita daquele dito popular; é tão egoísta, que enxerga apenas o próprio umbigo. Por isso, seu nome seria melhor, se fosse umbigo.
Mas por que um humano, teria tal nome? Simples de entender. Umbigo, gostava de tudo do jeito dele em tempo e a hora... claro, o tempo e a hora eram sempre os dele,sem esquecer que o jeito de fazer, também. Umbigo, nunca cedia a vez pra ninguém. No trânsito era o primeiro a brigar, a xingar ou qualquer outra ofensa que viesse a sua mente. Umbigo sempre se sentia injustiçado. Na verdade, em se tratando de Umbigo, isso era fato comum. Umbigo cria, com todas as forças de seu ser, que havia um imenso complô armado contra ele. Sempre. Portanto, Umbigo era uma vítima e nunca causador de nada. Umbigo nunca era compreendido, nunca era ouvido, nunca era atendido, nunca nada. Em contra partida, Umbigo vivia de mal-humor, raras às vezes em que se via um sorriso vindo de umbigo, mais raro ainda ouvia-se sua gargalhada. A voz de Umbigo era sempre áspera, nunca afável, muito menos gentil. Quando queria alguma coisa, qualquer coisa, Umbigo sempre gritava. Umbigo não tinha amigos, talvez, ainda uns poucos por pena, misericórdia mesmo. Até porque, ele não permitia que ninguém se achegasse a ele, a não ser é claro que antes, ele investigasse tal pessoa. Umbigo também, era um sujeito extremamente mercenário. Nem consigo mesmo, Umbigo se permitia gastar. Fazer doações aos menos favorecidos? Nunca.
Umbigo também tinha um problema, era burro. Não percebia o que a vida lhe dava de bom. A sua mulher, por exemplo. Doce, gentil, sociável, linda. Mas, como Umbigo, só enxergava seu umbigo, a mulher sempre ficava no milésimo plano de sua vida. E como ele tinha ciúme do sucesso dela. Então... pra compensar Umbigo a maltatava, humilhava e fazia o possível para que ela pensasse que era inferior, quando a verdade era bem o contrário.
O engraçado de tudo a respeito de Umbigo, era como tudo o que fazia parte de sua vida era contagiante. Como uma doença medonha, sem cura, que vai tomando conta, se espalhando, minando as forças, fazendo perder a esperança. Em pouco tempo, seus filhos eram conhecidos no bairro como umbiguinhos, porque eram crianças que não emprestavam seus brinquedos, que queriam ditar as ordens nas brincadeiras, que não aceitavam de forma alguma perder, que acreditavam mesmo serem muito melhores que as outras crianças. A grande verdade é que mesmo crianças, geralmente tão receptivas, não aceitavam umbiguinhos...Sua família era repleta de Umbigos e mais umbigos. A mãe poderia ser chmada de Dona Umbiga, a irmã era uma umbiga-chupança, o primo era o umbigo-enconsto, o tio era o umbigo-folgado e por ai vai... se pensar um pouco você consegue imaginar os tipos...
E qual seria o fim da história para uma criatura assim? Possivelmente, um triste fim... Eu poderia dizer que Umbigo um dia, não enxergando o próprio chão, acabou por cair num bueiro aberto e foi embora junto com o esgoto da cidade e nunca, nunca mais mesmo foi encontrado.... e conseqüentemente, nunca mais foi necessário ninguém conviver com ele.
Mas, infelizmente, não sei contar... o que sei dizer é que o mundo está repleto de pessoas assim... Umbigos ambulantes... e parece que cada vez mais...o que resta a mim é lutar com todas as minhas forças, pra não ser contagiada. Pra espalhar coisas boas, pra viver em paz, pra amar quem está perto de mim. E a pergunta que fica é a seguinte; e você conhece algum umbigo, por ai?
Qualquer semelhança com a vida real, terá sido mera coincidência.
postado por Verô às 12:28 AM
Ontem, madrugada, eu, querendo tirar o atraso de ter passado basicamente, uma semana longe da internet, navegava... cheia de sono... mas sem querer perder um minuto sequer, fui ler bloggs. Admito,que é um esporte que gosto de praticar, e sempre que possível, saio lendo o que os outros escrevem por ai.
Nestas andanças, encontrei um blogg com um título curioso, me chamou atenção. www.magraemergente.weblogger.terra.com.br Magra emergente. Pensei de forma preconceituosa, eu sei, que a dona do blogg era uma baita duma louraça belzebu que devia gritar contra todos os gordinhos do mundo, tendo em seus escritos preciosas dicas de beleza, estética e emagrecimento. Ri da minha idéia e entrei mesmo assim. Nada mais, nada menos, que uma gordinha que sonha em fazer a cirurgia de redução do estômago. Confesso, que me surpreendi com as declarações dela. Com a coragem de se assumir obesa e sonhar com a cirurgia.
Os textos dela, me lembraram de muitas coisas... por isso resolvi escrever este post. Na realidade, os textos dela me lembraram de uma época em que eu gritava por justiça, aliás, meu bordão era; eu protesto e a galera da minha faculdade jurava que eu era petista.Embora eu e política nunca tenhamos nos casado. Mas, era um período em que eu acreditava que minhas palavras teriam o poder de mudar o mundo. Pensando nisso, me pus a procurar um bendito disquete que na minha memória era vermelho e que tinha em seu adesivo escrito; dreams. Achei o disquete vermelho, único no meio de tantos pretos. Mas não há dreams escrito nele. Abri, olhei, nem o texto que eu procurava também. Remexi nos pretos e o bendito do dreams não apareceu. Deve ser, porque metade dos sonhos, junto com o tal do dreams (disquete) não se realizaram, paciência!
Explico: desde a adolescência, eu e a balança brigamos. Algumas épocas, imensas guerras, outras, calmaria total. O texto que eu procurava, eu escrevi entre os 21 e 22 anos. E infelizmente, não saberei reproduzi-lo. A minha idéia, era coloca-lo como parte 1 e mais tarde postar uma parte 2, o que seriam minhas idéias no momento. Mas, eu não achei o texto. Na verdade, nem sei porque não o coloquei na memória do meu computador, coisa que fiz com diversos escritos de outro tempo. Mas...
Bom... o que eu disse há muito tempo atrás, não deve ser muito diferente do que eu diria hoje. Talvez a disposição e o idealismo é que fizessem a tal diferença. Mas enquanto eu lia os textos da minha colega de luta inglória, eu fiquei pensando; quem foi que disse que tem que ser magro pra ser bonito? Quem foi que disse que tem que ser branco, pra ser aceito? Quem foi que disse que não se pode nascer pobre? Ou ainda, quem foi que sugeriu que existem raças inferiores?
Por favor, guarde esta idéia.
Quando eu falo de ser gordinho, de forma alguma eu ignoro o fator saúde. Eu sei que é muito mais saudável, ser magro. Mas, eis a questão: quantos magros existem por ai que sofrem de taxas de colesterol altíssimas? Quantos magros existem por ai, que sofrem de diabetes? O que eu quero dizer, é que o risco de doença existe para todos. È claro, gordinhos, por zilhões de razão, estão na frente da corrida. Mas existem muitos magros, muitos mesmo, sofrendo pelo que poderíamos chamar de doenças de gordos.
Mas o que eu escrevo, não é sobre saúde. Este não é o meu ramo, e não quero discutir com ninguém do meio. Minha pergunta é: a que ponto chega uma pessoa, pra que a única solução de sua vida, seja se submeter ao bisturi? Certamente, não é vida, viver se submetendo aos mais loucos regimes, muito menos não passar nas roletas dos ônibus, ou ainda entalar-se nas cadeiras por aí. Mas o xis pior que vejo, é sermos nós, gordos considerados seres de outro planeta. Atire a primeira pedra, quem nunca olhou com preconceito ou falou com preconceito sobre alguém acima do peso.
Tenho um amigo que cultiva uma barriguinha. Ele jura que é gordo. Pra mim, ele apenas tem uma barriga. Devido na verdade, ao tipo de atividade que ele exerce. Mas, enfim, ele se incomoda muito com a barriga, é um direito dele. Uma vez, conversávamos sobre regime. E ele me disse algo que me deixou embasbacada. Por favor! Não vamos falar desse assunto que é tão dolorido. Ninguém, nunca havia se expressado desta forma comigo e tenho muitos amigos acima do peso. Eu mesma, sei que é um assunto dolorido pra mim, mas, eu mesma nunca tive coragem de assumir que penso assim.
E por que é dolorido? Porque se parte da prerrogativa de que pra ser bonito tem que ser magro... e aí entramos no círculo vicioso outra vez. A dona do blogg que visitei, possui um rosto belíssimo, digno de se parar e prestar atenção. O problema é, tenho certeza, que todo mundo espera tanto que o corpo dela seja escultural que não presta atenção no rosto. E como ela, eu conheço mais outras tantas pessoas que enfrentam a mesma batalha todos os dias.
Parece que não importa suas idéias, seus valores, seu caráter, suas qualidades, diga-se de passagem, boas qualidades, cultivadas de forma primorosa em tempos tão caóticos, inteligência, assuntos, sonhos, em suma a pessoa que você é, o seu conjunto, a obra prima que Deus criou, não, nada disso vale. Vale sim, o número do seu manequim, a medida do seu quadril. Não vou negar, que um tórax tanquinho é mais interessante que um barrigudinho, ou que alguém exemplifique o inverso, mas e o que há por dentro não faz a mínima diferença?
Tempos atrás li um livro chamado; Mensagem pra você, a autora é Kelly James-Enger. Um romance que seria apenas desta categoria, se, e apenas se, as personagens principais do livro, não passassem por problemas com a balança. Uma era bulimica e a outra nunca se aceitava em função de seu peso.
O que quero dizer com todo o meu blá, é que sou uma idealista. E embora minha voz tenha se calado, por não haver conseguido mudar o mundo, ainda carrego certos dogmas dentro de mim. Fala-se tanto em preconceito contra isso, ou contra aquilo... eu poderia exemplificar vários, como quando comecei a perguntar; quem foi que disse...Mas a verdade é que por mais que falemos, não conseguimos arrancar estes preconceitos dentro de nós. Alguém pode até sugerir que a preconceituosa, sou eu. Será mesmo? Você namoraria um gordo? Casaria-se com um negro? Teria filhos com um judeu? Aceitaria sem pestanejar que seu filho é homossexual?
A verdade é, que o que eu busco e acredito que todos buscamos é a pessoa na essência, pois é isso que nos faz felizes. Mas, colocamos tantas regrinhas, tantos senões, que ficamos fadando alguém a achar que felicidade é isto ou aquilo.
Por favor! A começar por mim, vamos valorizar as pessoas! Não importa o invólucro, não importa a casca, importa sim, o conteúdo. O dia que isto for verdade, o desamor, a violência, a desigualdade... você sabe o resto... soa como utopia, eu sei....mas já assistiu aquele filme, a corrente do bem? É por ai...
Importante: de forma alguma , quero desvalorizar ou menosprezar o sonho da Lú ( a dona do blogg) é direito dela sonhar com o que ela quiser, eu só me perguntei estas coisas, por mim e repensei minha vida. Apenas isto.
postado por Verô às 11:42 PM
Já se sentiu sortudo, abençoado, sem saber exatamente o porquê? Estou me sentindo assim. Pode soar estranho pra quem começou a semana chorando sua solidão e sorte, mas, é necessário olhar a vida com óculos cor-de-rosa e se alegrar com as coisas boas que acontecem.
Sem querer ferir a crença de ninguém, eu acredito que existe um Deus que cuida amorosamente de cada filho Dele, no caso eu, que também sou muito bem cuidada. Um Deus que me ama, que tem lindos sonhos pra mim e que no lugar e hora certos as coisas acontecerão. E mais, que este Deus é como um pai amoroso que me pega no colo, que me abraça e me beija... as coisas boas que me acontecem seriam assim, estes beijos que Ele me dá... porque não dizer, diariamente.
Há algum tempo atrás escrevi algo sobre isto e passei para um amigo meu. O Flávio, este meu amigo, é um super-compositor, e o meu escrito, ganhou forma de música. Nossa música, do Flávio e minha, ganhou o mundo. Foi gravada. Semana passada, pensei na música e achei que ela não havia chegado na esquina. Até conversei com Deus sobre minha frustração...mas... surpresa! No final-de-semana, conversei com duas pessoas de outra cidade totalmente distinta da minha, ( de Bh e eu moro no Rio) que trabalham com música, que ouviram, gostaram e repassaram para outras pessoas. Fez muito bem saber. Mas o impacto maior pra mim, foi esta semana. Uma amiga minha (Paulinha ¿ de Sampa City) me deixou um recadinho no orkut, dizendo que ganhou um cd de presente e que ficou surpresa e maravilhada ao descobrir que havia no presente dela, um pedaço de mim.
Ás vezes a gente imagina que uma música de sucesso é aquela que toca em todas as paradas e que está na boca de todas as pessoas. Com certeza isto é sucesso, mas, sucesso pode ser também, as pessoas que você gosta e até aquelas que você não conhece tão bem, reconhecerem o que você faz e gostarem do seu trabalho. Por esta razão eu me senti abençoada, lembrada de maneira muito especial por Deus e porque não dizer beijada com muito carinho por Ele.
Quero deixar a letra da canção aqui, e sugerir um balanço dos seus dias e das coisas positivas que acontecem e claro, um reconhecimento de que todas estas coisas boas, são presentes de Deus, beijos vindos do Seu amor por nós, seus filhos.
BEIJOS DE DEUS.
Em tudo vejo a mão de Deus,
Beijos seus, presentes de amor,
Um amigo, um sorriso,
Lembranças do Pai pra mim.
Em tudo vejo a mão de Deus.
Presentes mandados do céu,
Para alegrar meu viver.
Beijos vindos, do criador.
Presentes mandados do céu,
Para alegrar meu viver,
Beijos, beijos, cheios de amor.
Em tudo vejo a mão de Deus,
No orvalho, no raio de sol,
Na tormenta, no arco-íris,
Detalhes do amor do Pai,
Em tudo vejo a mão de Deus.
Em tudo vejo a mão de Deus,
Na certeza, no que virá,
Na vitória, na derrota,
Cuidados do Pai por mim.
Em tudo vejo a mão de Deus.
Música: Flávio Santos, letra: Verônica Bareicha, cd: Entre elas.
postado por Verô às 11:46 PM