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Segunda-feira, Novembro 29, 2004

Embora você não saiba, eu me preocupo com você. Muito. A verdade é que eu nunca te disse isso, mas, gostaria de dizer. Ter coragem pra te falar, que todas ás vezes que você está chateada, eu também fico. Se, converso com você ao telefone e a sua voz soa triste, fico pensando rápido, qual é a piada que posso contar, para que você dê, pelo menos, uma risadinha. Quando vejo você chegar cansada do trabalho, fico me perguntando se tudo está em ordem, pra que você não tenha que trabalhar mais. E quando então, vejo olheiras em volta de seus olhos, doces e meigos olhos, fico chateada porque sei que você necessita dormir, mais do que anda dormindo. Se eu sei que alguém brigou com você, ou eu vejo alguém brigar, te desmerecer, meu coração fica apertado, pequenininho, porque eu acredito que você é muito especial e merece ser super-bem-tratada.
É verdade sim, eu me preocupo com você. Ás vezes, eu acho que você anda se matando, maltratando a você mesma, se desvalorizando, e fico me perguntando qual é a razão. Por quê? O que acontece? Ou o que será que aconteceu pra de repente você imaginar, que merece viver como tem vivido? Ás vezes, também, acho que isso tudo é besteira... fruto da minha imaginação, que você está ótima, feliz e que é só um cansaço passageiro, mas o meu coração insiste em perguntar; será mesmo?
Eu gostaria de ser uma fadinha, daquela de livro de conto infantil. E assim, com a minha varinha de condão, transformar tudo ao seu redor, só pra te fazer feliz. É dinheiro o que você quer? Eu perguntaria. E se a resposta fosse sim, rios correriam em sua conta bancária. É um novo emprego o que você quer? E se a resposta fosse positiva eu arranjaria o melhor do mundo pra você. Passar o natal em Nova York? Um carro novo? Menos pepinos pra resolver? Emagrecer? Comprar uma ilha? Conhecer o Caribe? Eu faria qualquer negócio...Mas, não sou fada madrinha, nem tenho este poder... e fico silenciosamente me perguntando o que posso fazer pra deixar você feliz, quando te vejo triste.
Embora você também, não saiba, ou talvez saiba, você sempre foi minha heroína. Sempre cuidou de mim, sempre se preocupou comigo, e sempre até onde minha memória alcança, está apoiando tudo, tudo mesmo o que eu faço. Mas, agora temo que o papel se inverta e eu não saiba cuidar de você, tão bem quanto você cuida de mim... mas, quero estar ai para o que der e vier...Quero apoiar toda e qualquer decisão que você tome, mas quero principalmente que você tome a decisão e esta sim, já é mais do que tempo, de ser feliz. Sim, porque ultimamente, você sempre tem andado cansada e triste. E eu, ando preocupada com você.
Certamente, mudar as coisas, virar mesas, romper barreiras e desacomodar o que se acomodou, não é fácil, mas é necessário fazer... só quero que você saiba uma única coisa; se você estiver bem, eu estarei bem, seja como for. Força, ânimo e dê um grande sorriso... tenho certeza que o dia de hoje será lindo!

postado por Verô às 10:30 PM

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Domingo, Novembro 28, 2004

Nunca tive a pretensão de fazer deste blogg, um diário. A verdade é, que poucas vezes escrevi em real time... e quando o fiz falei sobre tudo, menos sobre mim. Mas, sei lá porque, hoje quero ser sincera... sinceriíssima se é que posso dizer assim. Não foi o nome que dei ao meu espaço? Verossi1000? Então... quem está na chuva, tem que se molhar... básico. Lógico.
Hoje me senti como Bridget Jones. Não loira, nem tão miqueira e atrapalhada como ela, mas tão solitária e esperançosa como uma balzaquiana como ela, pode ser. Explico... este não é um sentimento permanente, e quando ele aparece, procuro logo esquece-lo, mas, hoje... sei lá porque, sem ser repetitiva no termo... ele instalou-se por completo. Eu diria e talvez, até fosse apoiada, que a chuva ajuda a se ter solidão, e como hoje choveu... Mas, não é verdadeiro. Portanto...
Me senti ( pronome colocado errado mesmo) como Bridget Jones, porque fui a formatura da alfabetização de minha sobrinha mais nova e me encontrei com uma colega do ensino médio. Detalhe; a filhinha do meio desta minha ex-colega, é coleguinha de classe da minha sobrinha. Tentei racionalizar, como sempre faço. Mas uma sensação de soco na boca do estômago, foi mais persistente do que a minha razão. Eu sei... eu sei... bobo, besta e piegas e claro, um forte senso de auto-piedade, pra estar escrevendo sobre isto. Mas, é que no fundo, acho a vida confusa. Tão confusa.
Gostaria mesmo, de encontrar minha cara-metade, o outro lado da minha maçã, a tampa de minha panela, o par do meu chinelo e blablablabla... mas vejo tanta gente infeliz! Mais ou menos assim, quem está casado quer estar solteiro e quem está solteiro quer estar casado. Fico pensando se há um meio termo e se há vida inteligente no meio desta louca equação e não encontro resposta. Já sei e aprendi de forma bem dolorosa há bom tempo, que não existe aquela idéia de: ...e foram felizes para sempre... Tudo bem, é ilusão, mas, não dá pra a gente achar alento e se contentar com a companhia, os sonhos e ideais em comum? Será que em se falando de amor, tudo se torna desencontro e relacionamentos sempre se desgastam e terminam fadados a dor, muita dor?
Eu poderia seguir minha vidinha, parodiando de forma ácida como sempre faço, o que julgo ser a desgraça e a alegria alheias... forma de fuga, o que é bem provável e simples de se explicar. Mas algo em mim, pede por mais. Muito mais. Pode parecer bobeira, infantilidade ou o que quer que se queira pejorativamente denominar, mas, anseio por abraços sinceros, por beijos puros e por alguém com quem sonhar e acordar. Alguém que queira estar presente, se envolver, saber, construir, não simplesmente passar o tempo. E a minha melancolia, vem do fato de achar que fulano ou siclano encontraram, foram presenteados e eu não.
Solidão dói e ando cansada de sentir esta dor. Talvez, a proximidade de meu aniversário e a chegada dos assustadores trinta anos, me deixem assim. Ou ainda seja o fato, de nos últimos tempos eu me sentir insegura com um sentimento que invadiu meu coração. Invadiu, me fazendo querer, o que eu sei que não terei. Típico de adolescente, e eu já tenho 29. Confesso que não sei o que dizer... lembro do filme, Cristina quer se casar. A protagonista, vivida por Denise Fraga, numa cena fala que a enganaram, que a vida não é o que ela pensava, ela planejava estudar, se formar e tinha quase certeza que encontraria alguém especial e que teria sua própria família, mas, nada havia sido como ela imaginara, a haviam enganado direitinho. Não lembro as palavras exatas, mas, o sentido era esse. E eu me sinto assim, enganadinha. Completamente.
Foi por todo este sentimento que me invadiu hoje, que me lembrei de Bridget Jones. Não preciso comentar sobre o filme, nem falar mais de mim. Resta-me sonhar, pra que o meu filme, termine como o dela... e claro, com parte 2, 3 e 4.....

postado por Verô às 11:17 PM

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Segunda-feira, Novembro 22, 2004

Pois é... mais uma vez estou com problemas trabalhistas... louca pra postar de novo por aqui... prometo em breve!bjs.
postado por Verô às 6:30 PM

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Segunda-feira, Novembro 15, 2004

Acredito que todos nós andamos em busca de algo que perdemos...Algo que ficou para trás e vez após outra tentamos resgatar o que o passado levou. Às vezes não é exatamente isso, o peso das nossas decisões, nos afastaram de algo e queremos de alguma forma resgatar isso. O grande lance do se.... de nossas escolhas. Se eu não tivesse dito isso ou aquilo... se tivesse chegado mais cedo, mais tarde... se eu tivesse lutado, seu eu tivesse mudado o meu estilo de vida... E andamos por aí às cegas tentando trazer de volta o que poderia ter sido. Há um filme lindinho sobre isso; ¿A dona da história...¿ Se pudéssemos fazer como ela... juntando presente, passado e futuro e questionando na medida certa, quem sabe os acertos seriam maiores. O problema é, que isso só acontece em filmes , com roteiro previsto...e não na vida real. Louca vida.
Será que é bom tentar reviver o passado?..Alguns talvez, considerem um imenso saudosismo... Outros ainda, uma obsessão... e a verdade é que conscientemente ou não, vivemos tentando fazer isso de uma forma ou outra. Eu já namorei um fulano, porque me lembrava outro... e por aí vai.
Mas o que quero contar com esta falação boba e filosófica, é que pode ser muito bom resgatar algo do passado. Não se dá pra reviver, como já diz a canção: ¿nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia...¿ Mas... Eu tive um amiga. Amigona mesmo. Daquelas que a gente pode chamar de irmã... por zilhões de motivos que agora eu nem sei mais quais são direito, nos separamos. Não foi só a separação física. Esta poderia ter sido superada, foi uma separação maior. Bem maior. Perdemos o contato, nos desligamos por completo. De vez em quando, alguém dava alguma notícia, mas, nada concreto. Durante um bom tempo, eu senti essa ausência, mas, eu tenho um defeito terrível... o de virar a página, tocar o barco e acabar relegando saudade ao esquecimento. E acabou sendo assim... ficou uma boa lembrança, mas, nada mais.
Há poucos dias, por um milagre da internet, nos reencontramos. Desde então temos trocado emails... a principio, tentamos atualizar os último 8 anos, mas, agora estamos adicionando algo mais... o que somos e o que vivemos agora. É um tempero novo, mas, que acaba sendo muito gostoso... bom saber de quem a gente admira e gosta. O que eu quero dizer com tudo isso, além de contar um pouco sobre essa amiga-irmã, tão especial... é que vale a pena sim, resgatar algumas coisas. Elas não serão como antes, mas, podem se revelar muito melhores. Não custa tentar... um email... um telefonema... acredito sim, que vale a pena.


postado por Verô às 12:20 PM

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Quinta-feira, Novembro 11, 2004

Episódio final das baratas...
Retornei ao banheiro, de madrugada... nem era tão madrugada assim...eu havia dito que elas haviam sumido diante do meu poderoso mata-baratas... acho que se esqueceram... ou resolveram desafiar e simplesmente retornaram. Bem... mas, como eu ia contando... quase madrugada dessas fui ao banheiro. De novo. Normal.
Abri a porta do banheiro, acendi a luz e... susto! Uma danada enorme, com aquelas pernas medonhas, no espelho... eu disse pra mim mesma: ¿isso já é de mais! Elas estão ficando muito abusadas! No meu espelho?¿ Retrocedi devagarinho... corri pra despensa... peguei meu amigo matador de baratas... tubo dourado, imenso. Voltei. Ela havia sumido. Fiquei em silêncio. Ouvi o pavoroso barulho de suas patinhas, na parte de trás do espelho... não tive dúvida. Tttttttttttttzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz jato longo... prolongadíssimo. Meu medo real, era que alguém resolvesse voar. Não deu tempo. Foram caindo baratas do esconderijo por trás do espelho... uma, duas, três... muito grandes. Mortinhas da Silva Xavier... caiu uma quarta, menorzinha.
Aproveitei a deixa e borrifei veneno em todos os cantos imagináveis. Fechei a porta do banheiro, com um tapete obstrui a passagem da fresta de baixo da porta. Na manhã seguinte... resumo da ópera; oito baratas mortas em meu banheiro. Fiquei feliz. Poderei retornar ao banheiro, por enquanto, sossegada. Vitória!

postado por Verô às 3:44 PM

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Quinta-feira, Novembro 04, 2004

Quero:
Tudo que é seu... suas memórias, histórias, dúvidas, questionamentos, respostas.
Seus instantes, o que veio antes e o que virá depois...
Seu sorriso, seu olhar perdido, sua tristeza, seu momento mais feliz.
Fazer parte, não estar em nenhuma outra parte além de você.
Olhar o horizonte, sentada ao seu lado... quero ver o que você vê.
Ouvir sua música predileta e dela fazer uma nova canção...
Fazer você dormir ao som da minha respiração...
E acordar ouvindo o seu sorriso...
Dividir o que é meu, juntar com o seu e construir o nosso...
Ser parte da sua vida... suavizar qualquer ferida, beijar sua alma.
Sua mão sobre a minha quando eu tiver medo, quero seus olhos dentro dos meus quando me falar do que sente...
Seu coração, sua vida, toda a sua intensidade, sua gargalhada mais sonora...

Enquanto isso...
Te amo em silêncio... sonhando com o dia em que o que quero se realizará...
Sonhando com uma nova chance que a vida nos dará... de descobrir...






postado por Verô às 10:47 PM

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