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Quinta-feira, Outubro 28, 2004

Ela era uma mulher. Uma simples mulher. E talvez, devesse ser reconhecida por sua delicadeza e feminilidade. Mas, não era bem assim. Ela era sempre reconhecida por sua voz. Não que a mesma fosse sonora e melodiosa, não. Mas, sim porque soava estridente e impopular, e mais, porque aquela mulher era conhecida como máquina de falar. Certamente, você já ouviu falar de mulheres que são máquinas de fazer sexo, ou ainda máquinas de conhecimento ou quem sabe até, máquinas em seus relacionamentos. Mas, ela era única, peculiar, exclusivamente; máquina de falar.
Já é sabido, ou pelo menos dito que mulheres falam de mais. Mas, ela era inacreditável, insuperável em sua eterna falação. Nem lavadeiras que perderam o sabão em um dia de chuva, poderiam ser comparadas áquela metralhadora das palavras. Uma AR-15 perto dela ficaria envergonhada, pois cuspiria menos fogo que ela cuspia em palavras, em poucos segundos.
Também, é necessário explicar sua neurose de palavras. Quando era ainda uma criancinha, uma linda garotinha e havia começado a aprender pequenas palavrinhas como; mamã, papa, datinho(gato), ága (água) e por ai vai; foi testemunha de um crime. Imagine então, o trauma para uma criancinha presenciar um crime. Que mundo cruel! Ela viu seu irmão mais velho, afogando o datinho. E quando abria sua pequena boca para denunciar tamanha crueldade, o irmão acertou-lhe um imenso cascudo e disse a ela que se falasse qualquer coisa, teria o mesmo fim que o datinho. Daquele dia em diante uma estranha mudez se apoderou dela. Falava apenas em monossílabos. Sempre. E nada, nada mesmo que pudesse denunciar o irmão. Nunca.
Foi crescendo muda e calada. Os pais angustiados a levaram a muitos especialistas que sempre constatavam o mesmo. Seu aparelho fonador era perfeito, e ela não falava porque não queria. Foi assim até os 10 anos. Muda. Até o dia em que o irmão, já adolescente resolveu matar o gato da vizinha. E aí, a vizinha o pegou no ato. Foi uma confusão imensa e ela sentiu-se livre para voltar a falar, e aí coitados de todos os ouvidos do mundo, ela nunca mais parou !
Falava de tudo; da vida alheia, do presidente do país, da plástica que tal atriz fizera, de uma renomada cantora que ela conhecera, do lixeiro que não passara, da chuva que demorara a cair, do vizinho que quebrara a perna, do assalto que dera na tv, da prima da vizinha da outra vizinha que ainda era vizinha de não sei mais quem, do seu marido que fizera o almoço já que ela estava tão ocupada em falar, do prédio amarelo que deveria ter sido pintado de verde, da dona da padaria que.... e assim ia ela. Metralhadora ambulante de palavras. Um horror! Desespero crescente pra quem quer que convivesse com ela. Pior de tudo, ela nem percebia que quem estava ao seu lado, muito mal balançava a cabeça para concordar com o que ela dizia. Não dava tempo. Seu afã pelas palavras era tão grande, que nem percebia quem ia perto de si. Só sabia falar, falar e falar. Até sozinha falava. Achava lindo o som de sua voz.
Os vizinhos não agüentavam mais tanta falação. Na verdade, tinham medo de tantas falas. Porque ela dava conta da vida de todo o mundo. E se falava de todo o mundo, certamente, repassava qualquer informação que pudesse obter. Temiam-na como se teme ao pior inimigo, e suportavam sua presença, apenas como se suporta um bandido. O que ninguém sabia é que seus dias estavam contados. Um dia, sem aviso prévio teve um ataque violentíssimo. Foi levada, ás pressas ao hospital. O médico disse que era apenas uma crise de stress... Precisava de repouso e silêncio.
O repouso ela até que fez, mas o tal do silêncio pra ela era impossível de ser cumprido. Numa madrugada fria, enquanto olhava o teto, e ouvia sua voz conversando consigo mesma, as forças foram acabando, e por incrível que pareça sentiu seu corpo minguando. Foi descrevendo as sensações para si mesma; ¿que estranho! Parece que estou diminuindo e minha boca aumentando... o que será isso?¿ Tentou gesticular para acompanhar suas palavras, mas, não conseguiu. Viu-se como se vê uma anãzinha. De repente ouviu um grande estalo e sorriu feliz; sua língua, amada língua, estava imensa e se movia sozinha emitindo sons. O último pensamento consciente que teve foi de que aquilo que lhe acontecia era lindo, suas palavras haviam se tornado maiores que sua própria vida.
Na tarde, daquele mesmo dia, foi o enterro. Estranho enterro. Ela cumpriu um dito popular; a língua foi no caixão e o corpo numa caixa de fósforos.


Mulheres faladeiras: cuidado!

postado por Verô às 2:26 PM

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Segunda-feira, Outubro 25, 2004

...Ando querendo tirar férias de mim. Como se pudesse sair do meu corpo, da minha mente, e viver uma outra vida, de uma outra forma, em um outro lugar. E fico rindo só de pensar em como seria se eu realmente pudesse concretizar o que venho sonhando... tirar férias de mim.
Pra começar se eu saísse de mim mesma, se por alguns dias eu tirasse férias de mim, ia ficar assim de butuca pra ouvir o que os outros falam de mim quando não estou presente. E se ninguém falasse, ia jogar meu nome na conversa só pra perceber a reação. Outra coisa que faria, já que estava de férias de mim, seria atacar um certo fulano que tira o meu sono e encher sua boca carnuda com beijos doces e molhados. E não estava nem ai pro fato, dele querer ou não. Mais uma coisa que também faria, seria dar uma chave de braço em pessoas que me prometem as coisas e nunca cumprem, me fazendo sempre ter a sensação de estar sendo enganada. E, como sou uma lesma passiva, não respondo a altura. Bom... e pra prolongar as férias de mim, ia vestir um vestido pink, com acessórios cor de rosa e ia sair por ai achando que sou Penélope Charmosa.
Mas a verdade mais verdadeira é, que ando querendo mesmo tirar férias de mim. Tá bom... tá bem... parece loucura... coisa de maluco... concordo. Mas, eu queria mesmo era tirar férias de mim, pra me livrar das ilusões que a gente vai perdendo com o tempo. São tantas que a gente perde, que a vida vai ficando triste, escura de se viver.
E por mais que algo novo empolgue, o velho sempre grita e o medo de quebrar a cara mais uma vez acaba falando mais alto. Também, a gente aprende e sei lá porque se aprende isso que não adianta ser manso, nem bonzinho por que dessa forma ninguém respeita a gente de verdade. E para completar este aprendizado de horrores, a doce perda das ilusões, a gente percebe que romances lindos, com pôr-do-sol rosado e apenas mãos dadas é história da carochinha, que te contaram há muito tempo e só ficou a ilusão de viver algo assim.
Por estas e outras razões, ando então, querendo tirar férias de mim. Aí poderei chorar sem ninguém perguntar o motivo. Ou rir, até molhar a calcinha sem assustar ninguém. Ou ainda viajar e ninguém achar que estou apenas vagabundeando. Afinal, eu não seria eu mesma... ou melhor, não estaria em mim mesma. Parece confuso, até mesmo pra mim... mas acho que estou querendo me reencontrar, reviver, recomeçar, redescobrir pequenas delícias, mínimos prazeres, parar de me sentir esquecida, velha, relegada. Descobrir um novo caminho e simplesmente, caminhar.

postado por Verô às 11:15 PM

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Segunda-feira, Outubro 18, 2004

Talvez ainda esteja em tempo e eu possa falar sobre o assunto. Afinal, só se passaram três dias e vou bancar a atrasada, mas nem é um mico tão grande a se pagar. Dia 15, foi comemorado o dia do professor. Recebi alguns parabéns isolados... a verdade é que fugi da escola, nada de uma sala de aula preenche os meus dias, então, nem todos se lembraram de mim. Eu, não chorei por isso... sendo bem sincera, nem percebi. Por isso, só pensei no assunto hoje.
Pensei porque há uma propaganda-comemorativa na tv aonde supostos alunos estariam agradecendo ao professor porque ¿ele tá na minha¿. E eu fiquei pensando; tá mesmo? E lembrei de todas as razões que me levaram a deixar meu idealismo de lado e fugir de uma escola. Eu inocentemente achava que minhas reclamações se deviam ao fato, de meu trabalho ser com ensino fundamental e médio... mas, estes dias conversei com um amigo que é professor de uma renomada universidade e as reclamações dele, não vão muito além das minhas.
Talvez, todas as profissões carreguem suas reclamações e professores não sejam uma exceção. Mas, lembrei do tempo em que éramos ensinados a levar uma maçã para a professora, a respeita-la, a abraça-la e ter profundo amor pelo trabalho que ela fazia. Aonde isso foi parar? E o rap recessoa em minha mente; ¿ele tá na minha...¿ O problema não é o rap, não. Eu adoro rap. Achei a propaganda extremamente jovem, atual e linda. É a idéia de que; ele tá na minha, que me irrita.
Vou explicar; convivi durante cinco anos com o ambiente escolar, do outro lado; não nas carteiras, na frente das carteiras. Não foi tanto tempo assim, mas, confesso que vi de tudo um pouco. E o que realmente mais queríamos, era estar na dos alunos, mas, cem por cento certo, que isso não é verdade. Outro dia recebi uma email com aquelas frases interessantes que circulam pela internet. Não pude deixar de prestar atenção em uma que dizia mais ou menos assim; ¿a relação aluno-universidade é uma troca de favores, você paga e a universidade te dá o diploma, e o professor tá lá no meio só pra atrapalhar.¿ Não sei se era isso na integra, mas a idéia era por ai...
Infelizmente essa é a realidade. Prova é o salário abusivo que é concedido, salvo raras exceções em instituições particulares. Atesta o que digo a batelada de burocracia a que o professor é submetido por escolas que ostentam títulos de ISO, e ás vezes nem ostentam mas, a burocracia é imensa. Comprova o fato as idéias extraordinárias a que o professor é submetido, sempre que um novo pensador pedagógico surge. Reafirma esta tese as cobras e lagartos, que o professor ouve em nome do cliente, que deveria sim, pagar e exigir o melhor, mas, paga e só quer um resultado positivo sem haver realmente se esforçado. E eu ainda ouço; ¿ele tá na minha¿... posso rir?
Desculpem se meu desabafo é amargo... desculpem também, se existem bons profissionais que ainda acreditam na educação e por isso não fugiram das escolas, como eu. Peço perdão, para profissionais de educação que amam tanto o que fazem que vivem a base de prozac pra continuarem vivendo, me desculpo ainda por aqueles que não tem uma saída e precisam do emprego como professor para sustentarem suas famílias. E é claro, não é minha culpa mas, já que estamos falando... me desculpem ainda se a política educacional precisa ser reformada. (O que não adianta mesmo dissertar.)Mas, pra mim o que precisa de reforma mesmo, é o respeito, é o colocar-se no lugar do professor, é estimar o trabalho que ele faz. Quando isso acontecer ( utopia de minha parte querer isto) ai poderei ouvir sossegada, sem me ofender; ¿ele tá na minha¿... Por mais paradoxal que possa ser.
Enquanto isso, resta a mim parabenizar esses santos, por tão nobre ofício. Mesmo que com atraso.

postado por Verô às 11:44 PM

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Sexta-feira, Outubro 15, 2004

Geralmente sou boazinha e é aí que me lasco. Ultimamente tenho dito a mim mesma, que se eu fosse malvada, muita gente me respeitaria. Mas não é fácil... não mesmo. Fui ensinada, doutrinada, condicionada a ser boazinha, mas dia desses consegui ser malvada e tenho que confessar com todas as letras que foi uma delícia. DELIOSAMENTE, DELICIOSO.
Dizem que a vingança é um prato que se come frio... pode até ser, mas, pequenas vinganças são saborosíssimas, talvez, como picolé de limão num dia de muito sol. (rsrsrsr) Talvez a idéia seja a mesma, mas, a verdade é que me diverti muito e saboriei com prazer o que aconteceu.
O caso é o seguinte; durante muito tempo fui amiga de uma fulana que só me passava a perna, e eu sempre boazinha, sempre dando uma nova chance pra nossa amizade. Olhava pras qualidades, compensava daqui, tirava dali e tentava enxergar sempre o positivo. Quando tudo estava quase bem, nova rasteira e eu sempre caia. Na verdade, o defeito que ela tem e é gravíssimo e muita gente boa, infelizmente também tem, é querer estar sempre por cima, competir, se dar bem, não perder nunca, mesmo que tenha que pisar no amigo mais próximo. E no caso o próximo, era eu. Até que um dia, e este dia sempre chega; graças a Deus, eu cansei. Do fundo do meu coração, não tenho nada contra ela, quero que ela se dê bem, que seja feliz, mas, por favor! Nunca mais ás minhas custas.
E a verdade mais verdadeira é que não tinha intenção de me vingar, não planejei, não usei ninguém para fazer mas, quando vi a situação já estava armada, acontecendo e ela se retorcendo. E eu fiquei muito feliz. Tive vontade de pular de alegria, de sair gargalhando que nem bruxa malvada de historinha infantil, de esfregar as mãos e rogar uma praga. Mas, não fiz nada disso. Guardei minha satisfação pra mim. E lembrei de um dito, mais ou menos assim: ¿quando sou boa, sou boa mesmo, mas quando sou má; sou melhor ainda.¿
Se vou deixar meu lado malvado aflorar? É bem provável que não, mas algumas pessoas merecem trocos e eu achei maravilhoso poder dar.

postado por Verô às 12:36 PM

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Terça-feira, Outubro 12, 2004

Semana passada vi um almoço muito peculiar. Que só me ajudou a reforçar algumas idéias que tenho sobre a vida. Foi o seguinte; eu sem muito dinheiro, só pra variar, fui almoçar num grande supermercado. Eles vendem uns sanduíches feitos com pão francês, saborosos e de preço camarada. Na mesa ao lado, havia um casal, que com certeza tinha menos dinheiro do que eu. Eles haviam comprado uma caixa de leite, três pãezinhos e almoçavam, olhos nos olhos e muitos sorrisos. Na minha forma de ver as coisas e compor histórias, achei que pela roupa e sapatos dele ou é vendedor ou procurava emprego, ela não sei dizer, só parecia muito, muito apaixonada. Cada palavra dele, era ouvida com uma atenção imensa, cada gesto dele era recebido com carinho e ternura, os olhos brilhavam, o corpo parecia resplandecer de amor. Confesso que há muito, eu não via nada assim. Acho que nem eu vivi algo assim.
Eu sei que sem dinheiro a gente não vive. Como sei. Mas o que vi me tocou. Pode ser até que esteja muito enganada em minhas conjecturas e que eles tenham muito dinheiro e só estivessem vivendo um momento excêntrico como ás vezes, a gente vê nos filmes, mas, eu vi algo mais, mais do que a falta de dinheiro e roupas novas, eu vi luz, eu vi amor. E pensei comigo mesma: que inveja! É isso que eu quero viver. Mesmo que tudo esteja difícil que não falte amor.
Eu sei também que dinheiro ou a falta de, faz muito bom casamento acabar, mas, não deveria... eu ainda sei que dificuldades minam os sentimentos. Mas aquele casal, sobre o qual eu nada sei só me veio reforçar a idéia de que o que precisamos geralmente, não é o que queremos Ter é o que temos que precisamos apenas, enxergar.
postado por Verô às 8:39 AM

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Sábado, Outubro 09, 2004

O assunto de hoje é triste. Pode até soar como patético, mas tem me feito pensar e muito. Confesso, que escrevi e rescrevi mentalmente este texto muitas vezes, antes de finalmente coloca-lo para fora. Nem sei bem, se ele vai sair como planejei, mas...
Meu gatinho morreu. Era um bom gatinho. No fundo chato, egoísta e pretensioso como todos os felinos. Mas, apesar disso era um bom companheiro. Há pouco tempo, tive uma noite de cão, passei muito mal, achei até que morreria. E ele ficou lá, fielzinho, ao meu lado. Não arredou pé enquanto não percebeu ou pressentiu que eu estava melhor.
A verdade é que durante muito tempo eu quis um animal de estimação, por diversas razões e por outras eu achei melhor não ter. Agora... na minha ilusão eu realmente acreditava que ele ficaria comigo até morrer de velhinho, mas, não foi bem assim. Um bando de cachorros malvados, acabou com a vida do meu gatinho... a quem eu carinhosamente chamava de meu gaton.
O ponto não é a morte em si. É a ausência, a saudade. Pode parecer desvario tanto pensamento, em torno de um animal. Mas, a ausência dele me fez pensar em pessoas que não tenho mais por perto. Aquele lance, de coisas que não fiz, coisas que não falei, o perdão que não pedi, a brevidade das coisas, a rapidez com que as coisas boas permanecem em nós. Pessoas que não tenho por perto, porque se foram mesmo, ou porque não quiseram ficar, ou ainda, porque as mandei embora... e ai penso em como somos mesquinhos, nos negando ou negando a alguém pequenos prazeres, deliciosas confissões, atenções, até um sorriso...
Meu gatinho morreu na terça-feira, mas eu sai na sexta de casa e só retornei uma semana depois. Na sexta, antes de ir embora eu ainda havia brigado com ele por qualquer besteira que ele havia feito. Não que eu necessite do perdão dele, não que eu tenha entrado em parafuso por causa do assunto. Não. O que me toca é como a vida é breve e quão tolos somos em querermos as coisas sempre do nosso jeito. Rompemos amizades por não estarem de acordo conosco, não visitamos os parentes porque falam mal da nossa vida, assinamos o divórcio por causa da toalha molha em cima da cama, não nos aproximamos de tal pessoa por seu estilo de vida ser diferente do nosso, recusamos um envolvimento porque o outro é careca, negro, gordo, tem barba e por ai vai. E criamos ausências... reclamamos da solidão, mas, estamos ai o tempo todo mandando embora as pessoas.
A morte traz ausência, mas quero somente que ela traga ausência e não eu. Não quero mais brigar, nem ser dona da verdade, nem me exaurir quando as coisas não forem como eu gostaria que fossem. Quero estar cercada de tudo que eu amo e que venha a amar... não quero mais pensamentos do tipo; e se eu tivesse dito ou feito diferente... quero fazer diferente...sempre.

postado por Verô às 5:11 PM

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Terça-feira, Outubro 05, 2004

Li em um blogg por ai... algo que dizia sobre estar cansado devido aos movimentos operarios.... pois e... ando envolvida em causas operarias... na verdade... operariosas...existe esta palavra? se nao existia, passou a existir agora, pronto. Ando precisando escrever e muito, mas, ando sem tempo... prometo voltar no final de semana. mas prometo pra quem mesmo? oras bolas... pra mim. beijos.
postado por Verô às 3:41 PM

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