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Segunda-feira, Setembro 20, 2004

Ela parecia sempre estar andando de salto alto. Impecável, parecia arrumada para uma festa. Poderíamos dizer que era perua, ou amigavelmente; elegante patricinha. Este era o seu perfil. Sempre. Mas, na verdade era tão igual a qualquer estudante da sua idade. Mas... ela achava que não.
Nas aulas, sempre sabia tudo; na sua família aconteciam diversos casos, que serviam de ilustração e interrupção. Em todas as matérias tirava dez. Os professores respeitavam seu conhecimento, mas, questionavam sua atitude. Os colegas a aturavam e respeito? Nenhum.
Aquele ar superior sempre era abominado.
No zumzumzum do intervalo, diziam que só livres docentes poderiam dar aula para tal criatura, já quer era tão sábia, tão entendida...
Certo dia, ao fim das aulas, todos se dirigiram ao portão. Entre o portão e as salas de aulas, havia uma grande rampa. E ela, como sempre á frente do grupo, sentindo-se importantíssima.
Ninguém soube como, porque não deu tempo de conferir, os ¿saltos¿ se quebraram e ela rolou. Rolou literalmente, como se fosse uma bola de boliche. Na descida acelerada, a calcinha rosa era a diversão da galera e ninguém, pensou em correr atrás e ajuda-la.
Muitas roladas depois, chegou ao portão. Seus livros e sua bolsa ficaram pelo meio da rampa. Ralada, indignada, quase histérica, gritava para um e outro pedindo que pegasse seu material.
A turma não ria, gargalhava, chorando de alegria... e os livros dela? Eram deixados para trás. Passaram por ela ás gargalhadas. Vingados. E foram embora.
Humilhada, voltou e recolheu seu material. E nunca, nunca mais usou saltos.


postado por Verô às 10:19 PM

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Sexta-feira, Setembro 17, 2004

Quero com coração profundamente grato, louvar por mais uma semana em que Deus me conduziu, abençoou e sem sombra de dúvida cuidou de mim.
Quero ainda dizer o quanto amo a Deus por tudo o que tem feito e sonhado para mim.

MEU MUNDO MUDOU
Meu coração tem um dono
Que eternamente me comprou
Transformou a minha alma
E o Seu mundo, meu mundo mudou.

Me revestiu de autoridade
Para as nações me consagrou
Mudou pra sempre a minha história
E o Seu mundo, meu mundo mudou.

Eu quero consagrar minha vida a Ti
Te entregar meus sonhos
Quero expressar meu amor por Ti
Meu mundo hoje é Teu mundo.

Nada vai me impedir de ouvir a Tua voz
Desde o ventre fui chamado
Pro Teu reino de amor.

Meu mundo é o mundo de Deus
Minha vida é a vida de Deus
Minha paz é a paz de Deus
Minha cura é a cura de Deus
Minha fé é a fé de Deus.

André Valadão ¿ Cd - Mais que abundante ¿ Diante do Trono.

Jesus, eu te amo! Obrigada por me amares tanto!
Feliz Sábado!!!


postado por Verô às 9:38 PM

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Quinta-feira, Setembro 16, 2004

Madrugada dessas, acordei para ir ao banheiro. Muito líquido concentrado dentro de mim, e eu trêbada de sono. Tateando no escuro, consegui chegar ao interruptor do banheiro, não sei como, mas, o acendi. Surpresa! Meu lindo banheiro estava infestado de baratas. Três. Só pra quantificar. E o meu xixi? Como que por encanto toda a vontade dele de sair sumiu. Corri rapidinho de volta para o quarto.
A verdade é que odeio barata. Odeio é um sentimento muito forte... verdade seja dita. E o meu sentimento por elas não é exatamente este. Então refazendo, a verdade é que morro de medo de baratas. Já ouvi dizer que elas foram criadas por Deus, o que sendo sincera eu duvido muito. Já ouvi também, que baratas e formigas são iguais, mesmo grau de sujeira, mesma composição. Será mesmo? Formigas são tão bonitinhas. Mesmo assim, minha fobia não passa, não há quem me convença.
O momento exato do nascimento de tal medo, eu não sei. Mas, pode ser porque na infância eu morava numa cidade litorânea belíssima, que infelizmente era infestada por baratas. Determinada noite, acordei sendo pista de corrida de diversas dessas criaturinhas. Básico. Fobia total.
Mas, eu contava das baratas em meu banheiro, agora, tempo presente. Fiz de conta que as esqueci e dormi, temendo que alguma se aventurasse por baixo da minha porta. No dia seguinte, comprei o maior spray mata-baratas que encontrei. Pronto. Estava armada. A guerra podia começar.
Desde então, todas as madrugadas, mais ou menos no mesmo horário trato de levantar e ir ao banheiro. Armada, claro. Mas, descobri frustrada, que elas sumiram. Não aparecem mais por lá... qual a razão? Não sei. Talvez, aquelas horríveis antenas tenham detectado minha arma mortal. Talvez, elas tenham sabido que faço parte de esquadrão morte ás baratas e estejam escondidinhas. Ou ainda, e por esta hipótese torço com afinco, tenham mudado de endereço, e eu possa finalmente, voltar a fazer pipi de madrugada, sossegadinha.

postado por Verô às 9:21 PM

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Quinta-feira, Setembro 09, 2004

Da minha janela ouço um passarinho cantando. Na verdade, não ouço um só, ouço vários, trinando diferentes melodias, celebrando a vida. Mas, um deles canta mais alto e por isso chamou minha atenção. Não sei realmente, por que estas criaturinhas tão pequenas e meigas cantam, mas a sua música alegra minha tarde. Quando era criança, ouvi que os passarinhos cantam, agradecendo a Deus por todas as coisas boas que recebem. Eu concretamente, não sei se a razão é esta.
Mas, o som que eles produzem me leva a pensar que a beleza da vida está nas pequenas coisas. É verdade, que muito já se escreveu e falou a respeito disso, mas, parece que nunca damos o real valor a isto. Estas pequenas coisas. Falo isto de carteirinha, estou sempre querendo mais, correndo atrás do impossível e não me contentando com o que tenho. Quando esta corrida na verdade, só tira a paz e o que acrescenta nem é tão grandioso assim.
Pense nas pequenas coisas; dividir uma caixa de morangos lambuzados de leite condensado com que se ama, receber um abraço apertado e carinhoso de bom dia, ficar de mãos dadas, apenas, assistindo ao pôr-do-sol no Arpoador; receber um beijo babado daquela criança que mora no seu coração; reencontrar um grande amigo; receber notícias por e-mail de alguém que você não vê há muito; saber que uma amiga sua depois de muito sonhar, realizará o sonho de ser mãe; ver sua gatinha deitada no chão da cozinha amamentando seus filhotinhos; rir sem saber o motivo olhando nos olhos de quem te faz suar a palma das mãos... e por aí vai.
Poderia fazer uma lista interminável de pequenas e significativas coisas, que tocam o nosso coração enquanto acontecem, mas, que no instante seguinte logo são esquecidas. Não é necessário lembrar delas constantemente, mas, é bom jamais esquecer que efetivamente precisamos de muito pouco para ser feliz. Não é o material que nos faz felizes, mas, o que toca a nossa alma.

postado por Verô às 3:55 PM

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Segunda-feira, Setembro 06, 2004

Escuridão. Em volta de mim, tudo está escuro. Muito. Nem ao longe, consigo enxergar uma luz. Alguém mais engraçadinho poderia dizer que é só pagar a conta de luz, que saio do blackout. Mas, quem me dera fosse uma escuridão fácil de ser resolvida assim. Não é apenas falta de luz, é algo mais... É como se minha alma tivesse sido apagada, vejo agora, que não por completo, mas, ainda assim, meu coração se encontra ás escuras.
Se olho para o passado, vejo tudo o que não quero jamais que volte a se repetir. Minha vida insano-maluca, num afã de não sei o quê, para chegar em não sei aonde. Um stress constante, um acordar cedo, sair rapidamente, uma falta de sorrir e um desespero imenso por não saber se a vida valia a pena. Por outro lado uma solidão monstro, que me devorava noites e dias inteiros e na verdade nunca me mastigava por completo, porque os cacos sempre estavam lá para eu sentir toda a extensão da dor... E que dor. E a solidão me impelia para as situações mais estranhas, para as pessoas mais complexas na intenção de me sentir viva. Definitivamente, deixei para trás, não quero mais. Mudei de endereço pra mudar de vida.
Mas se olho atentamente para este momento presente, não vejo nada. Um grande limbo. Uma grande expectativa de uma mudança que na verdade nunca vem, que nunca chega, que me faz enxergar tudo negro. Sem perspectiva, sem oportunidade de um outro olhar. Se há luz mais ao longe? Não consigo ver, mas é bem provável que haja porque a esperança ainda é minha amiga e jamais o que escrevo, seria uma carta suicida a um mundo cruel. Não, eu quero viver e quero viver muito, intensa e longamente.
Então, pra isso acontecer algo precisa mudar... Eu preciso ver luz de novo. Preciso ter luz por todos os meus poros, por todos os recantos... Luz gerando alegria. Parece que algumas coisas são simples e naturais, mas, por mais simples que sejam, ás vezes e na verdade, muitas, elas escapam do nosso controle. Controle é uma palavra muito forte... Melhor talvez, seja; escapam das nossas mãos. É isso... A luz escapa das nossas mãos. Minhas mãos. E o que me sobra é isso... Mas quero mais! Tenho culpa de querer? Tenho certeza que não. Quero dias ensolarados e coloridos, repletos de todo o sentido que há muito eu busco. Quero amanheceres rosados, com dias festivos e pores-de-sol apaixonados.
Deu pra entender? Custei a falar... Vergonha quem sabe de assumir. Mas meu coração anseia viver um grande amor. Amor que traz luz, que faz enxergar coisas de outro jeito, que faz rir sem motivo algum, que ilumina a vida pela simples razão de ser. Quero amor compromissado, primeiro com o amor mesmo, depois com a sinceridade, com a verdade, com a alegria, com a ousadia, com os sonhos, com a não vergonha do que os outros vão falar, com o construir de uma vida a dois. Quero um amor que ouse se doar, sem medo de não receber. Quero um amor que troque, que cresça, que espere, que aceite, que não minta dizendo ser amor, que seja amor de verdade. Mais, quero amar e saber-me amada. Nada de incertezas, nada de palavras não ditas, nada de silêncios suspeitos. Amor comprometido com a segurança. Não a segurança da cidade, nem do país, muito menos do mundo... a segurança do amor, de estar segura mesmo que a guerra exploda lá fora. Aquele amor terno e doce, que no fundo todo o mundo busca e que nem se sabe mais como encontrar. Aquele amor que nos dá todo o sentido, que nos faz conquistador do mundo num simples e cálido abraço.
Interessante que só de falar nele já começo a sorrir, o breu começa a desaparecer e eu consigo vislumbrar uma pequena luz lá adiante. A esperança, minha amiga, começa a me sussurrar, que quem muito busca com certeza, vai encontrar... Eu sei que você vem... Agora, basta ficar serena, basta acalmar, basta apenas, acostumar meus olhos novamente, porque a luz vem, e o amor chegará. Eu sei!

postado por Verô às 10:39 AM

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