Verô - alguém aprendendo a escrever
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Aviso: Hoje tentei fazer algumas mudanças no meu blog, mas não consegui... é péssimo não entender nada sobre o assunto. Aceito sugestões. Thanks!Bjs!
postado por Verô às 9:37 AM
Impossível não dizer que o meu coração verde-amarelo está leve e feliz desde ontem pela manhã. Foi lindo de mais, ver o Brasil, o meu país, mandar a italianada toda comer macarronada da mama com talher de prata. Foi sensacional!
Isso é só pra provar que o Brasil não é apenas o país do futebol. E na verdade, poderia ser de todos os outros esportes também, se houvesse mais apoio e incentivo. Mas... isso é blá e embora estejamos em ano de eleições, não quero fazer política. Quero só dizer que estou feliz. Sensacional pra mim, ver a bandeira do Brasil ser hasteada no mastro central, ainda mais aqueles homõens (existe isso?) chorando, ou se segurando para não chorar. Se pra mim, foi emocionante, imagine pra eles...Fica aqui, registrado a minha comemoração. Valeu! Bom de mais, ver o meu país campeão!
postado por Verô às 7:26 AM
Eu devia ter escrito sobre isto há muito tempo. Por que denominei meu blogg como relações... na verdade parece que o título não tem nada com o conteúdo. Pode ser... mas, a idéia é que vivemos constantes relações... relacionamentos e na verdade relações de idéias. Por exemplo; no post passado, eu havia sonhado na verdade com uma antiga paixão...rsrsrsrrs... mas no dia anterior, havia ficado chateada com uma pessoa que veio me passar um sermão. Eu queria perdurar a sensação boa do sonho pelo dia todo, mas, ainda estava chateada com o episódio do falatório na minha orelha. Daí, pensei, que se o mundo fosse diferente, se tivessemos mais paixão, mais desconfiomêtro não nos meteriamos aonde não somos chamados. Fiz uma relação de idéias.
Reconheci que eu sou assim também, impaciente, intolerante, julgadora. Mas, insisti em juntar as idéias do meu sonho tudo de bom com o sonho de viver em paz, viver legal, sem atritos... enfim...
Pode parecer coisa de maluco essas minhas relações de idéias... mas, dizem que de médico, poeta e louco todo o mundo tem um pouco, nè? Então... sou normal.
postado por Verô às 7:18 AM
Tive um sonho lindo esta noite. Como há muito tempo eu não ousava ter. Aquele sonho do tipo que nos faz acordar bem-humorados, que nos faz ver o dia colorido, mesmo que tenha amanhecido nublado. Do gênero que nos leva a prolongar as boas sensações vividas em sonho pelo dia a fora.
Como foi o meu sonho? Foi lindo. Lindo e lindo. Não havia nuvens rosadas nele, nem pessoas perfeitas, não vi no meu sonho muito dinheiro, muito menos objetos de consumo do ultimo tipo. Não havia também astros da televisão e do cinema. Havia sim, as pessoas que amo, os amigos a quem quero bem e claro outras pessoas a quem na verdade não conheço. O que havia no meu sonho afinal?
No meu lindo sonho; todos éramos felizes, todos vivíamos bem. Não havia fofoca, nem gente se intrometendo onde não é chamado. Nem gente que fala de mais, que sabe de mais, que acaba por nos ignorar de mais. Não havia também, o julgar, o pensar incorreto o modo do outro viver ou optar por ser, não havia falta de compaixão. Havia sim, uma paixão imensa pela vida e pelas pessoas... pelos seres vivos. Utópico? Piegas? Talvez. Mas, que foi lindo foi. De verdade. Algumas pessoas, talvez pensem que um sonho assim é algo muito bobo. Mundos perfeitos e felicidade plena não existe, e na verdade viver onde tudo é bom deve ser muito massante. Discordo e nem preciso dizer o por que... prova é o meu sonho.
Me propus então pelo dia de hoje, e certamente a cada novo dia tentar mais um pouquinho. Viver, agora, como no meu sonho. Ser mais tolerante, mais paciente, menos sabedora da verdade, amiga, sincera. Tentar fazer a perfeição, mesmo que no imperfeito. Acho que assim a vida será mais leve de se viver.
postado por Verô às 10:48 AM
Engraçado esse troço chamado amor. Já reparou, como amamos muitas pessoas de diferentes intensidades e maneiras? Já percebeu como o amor seja da forma que for se instala na nossa vida de maneira silenciosa e sem pedir permissão? Mas... pelas convenções sociais nada falamos sobre amor. Falamos sim, quando nos convém... nem sempre de maneira espontânea e generosa.
Amamos o professor que nos ensinou tantas coisas novas e até então incompreensíveis, mas, se declararmos tal amor é possível que os colegas ou até mesmo o dono de tal declaração não compreenda e acabe por interpretar mal.
Amamos a amiga que tem dado uma baita força em todos os momentos difíceis, que tem sido como uma irmã, mas, não falamos porque é bem provável que possa ser interpretado como uma mudança de time. Ou ainda o amigo é o objeto de nosso amor, amamos pelas palavras de conforto, pela atenção dispensada, pela pizza que comemos juntos e pelas gargalhadas que demos ao telefone. Mas, se por um acaso eu disser; eu te amo; acabou-se o encanto da amizade e é bem capaz que tal declaração só reforce a antiga e obtusa idéia de que amizade verdadeira não existe entre homem e mulher.
Amamos de verdade o namorado, mas, se o declararmos com todas as letras, aquele imbecil jogo de gato e rato terá terminado e é bem provável que a nossa afeição seja rejeitada.
E assim seguimos pela vida, amando em silêncio. Dedicamos palavras de amor, raras vezes a família, ao amante quando em estágio avançado de relacionamento e olhe lá.
Por isso, digo e repito; engraçado esse troço chamado amor. É um sentimento tão forte e poderoso, mas que forçosamente não falamos dele. Mais engraçado ainda, é quando ouvimos declarações de amor e duvidamos da veracidade das mesmas. Fomos acostumados, domesticados, a ouvir ¿eu te amo¿ e instintivamente acharmos que alguém quer algo em troca. Ou ainda, ouvimos ¿eu te amo¿ e nos sentimos sujos por merecer tal amor.
Temos amado de forma errada, recebido amor de forma errada e propagado amor erroneamente. Não me atrevo aqui, a dar aulas de amor, nesse assunto sou apenas uma aprendiz; mas, me atrevo sim, a propor que falemos de amor quando a vontade bater no coração. Por mais estranho que seja ou que cause estranheza, é necessário dizer que amamos, faz bem dizer, faz bem ouvir. Vamos falar quando o amor for puro, sem intenção, sem pretensão, sem desejo de sufocar. Vamos conversar sobre o quanto amamos, o quanto apreciamos, o quanto viver tal amor faz uma diferença imensa. Vamos nos propor a verdadeiramente amar.
postado por Verô às 12:19 PM
VIVER NÃO DOI
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante
e paga pouco, mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
postado por Verô às 10:58 PM
Andando pelo blogg de um amigo (diariodeviagem.zip.net) me deparei com esta peróla... como nada se cria, tudo se.... to publicando aqui também. A verdade é que tem tudo a ver com o meu momento.
"VIVER NÃO DOI
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante
e paga pouco, mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade
postado por Verô às 10:43 PM