Verô - alguém aprendendo a escrever
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Após algum tempo de "olhe e faça igual" a poeira abaixou e começo a pensar um pouco diferente. Deixei de ser corajosa? Não. Só comecei a pensar um pouco em respeito. O dicionário, que não ajuda muito neste caso, tem como uma das definições sobre respeito o não causar dano a outrem.
Fiquei pensando nisso. No fundo todos sabemos o que é respeito, todos queremos ser respeitados. Penso que a vida é uma grande via de mão dupla, recebemos aquilo que damos. Muita gente concordará comigo.
Meu chefe queria o trabalho perfeito e não correspondi a suas expectativas. Não posso condena-lo por não ter sido claro em alguns aspectos. A generosidade que eu gostaria qu ele tivesse tido comigo, no fundo ele gostaria que eu tivesse tido com ele. Complicado, não?
A mesma regra de boa convivência que tanto defendi pra mim, se aplica a ele também. Se houver respeito serei, empática, simpática, amorável e blábláblá.
postado por Verô às 4:54 AM
"Olhe e faça igual." Já ouviu esta frase? Parece que o que você fará resume-se a uma pegadinha, a um infantil jogo dos sete erros. Pelo que tenho visto por ai, muita gente resume trabalhos e empregos desta forma e então, ai de você se não distinguir as nuances do jogo, ou quem sabe o erro n° 6 ou 7.
Dizem que há empresas que ensinam seus funcionários. Nunca tive o prazer de trabalhar numa delas. Para os recém-formados não há vagas porque não têm experiência. Mas quem se atreve a dar esta experiência ou mesmo a ensinar?
Estes dias, peguei um trabalho pra fazer do tipo "olhe e faça igual". Costumo achar que sou boa jogadora de sete erros, mas, ás vezes um detalhe ou outro me escapa. Sei que acontece com você, ninguém é perfeito. Básico. Quase que chover no molhado. E nesta história de olhar e fazer igual... delicado. Um detalhe escapou...e ouvi uma delicada bronca, até meio paquidérmica... talvez.
Tenho um amigo que diz que precisamos relevar estas coisas, porque nem todos estamos no mesmo grau evolutivo. Como não acredito assim, sou criacionista até o último fio de cabelo, acredito sim, que falte paciência neste nosso louco mundo. Que falte empatia, simpatia, generosidade e porque não dizer; amor. Amor para entender que o que vejo, não é o mesmo que o outro vê. Que o que sinto, não é de forma alguma o que o outro sente. Que o que eu sei e minha "bagagem de saber" é diferente de quem está ao meu lado. Pode até parecer com a teoria do meu amigo... mas, a verdade é que isto é regra de convivência.
Um professor amigo meu, passou uma redação curiosa para os seus alunos. Eles deveriam escrever a partir do título que era mais ou menos este: "quando eu chegar a martelo que eu não me esqueça de quando fui prego." Achamos que por ser martelo podemos bater em pobres preguinhos. O resultado destas redações foi curioso, mas acho que os alunos que escreveram pensando no que estavam fazendo, aprenderam a lição.
Muito fácil eu dar algo pra alguém fazer e dizer assim: "olhe e faça igual", o difícil é ensinar a fazer, antes que faça errado. Talvez eu mesma já tenha sido assim... perdão a quem eu ofendi e que no próximo eu possa ser diferente.
PS: Se um dia o meu chefe temporário, ler isto aqui, que me perdoe pelo desabafo. Ele talvez não saiba, como é bom escrever. Mas, que de repente aprenda alguma coisa também. Como eu aprendi.
postado por Verô às 3:13 PM
A gatinha me lembra a liberdade de ir e vir. De não ter horários e de fazer o que vem a idéia. Sem convenções, sem cobranças, sem responsabilidades. Parece que ela se diverte o tempo todo. Mas quando ela caça um passarinho, por exemplo, é ai que eu percebo o lado animal, do meu monte de pêlos-doce. Ás vezes acho que somos todos animais...no trânsito, em termos de violência, na falta de respeito e caridade com os outros. É talvez a única coisa que ateste verdadeiramente a evolução. Nosso lado animal, de uns com os outros.
postado por Verô às 11:13 PM
Existe coisa mais incrível do que ter um gato? Há quem ache gatos insuportáveis, chatos e traiçoeiros. Eu não. Tenho uma gatinha linda, que me acompanha em tudo o que faço. Agora mesmo enquanto escrevo, ela do alto do computador, deitadinha, me olha. Ás vezes penso que gostaria de ser como ela. Liberdade.
postado por Verô às 3:42 PM